CVM: bloqueio de contas impede envio do dinheiro ao exterior

O bloqueio das operações de dois suspeitos de terem adquirido ações das empresas do grupo Ipiranga, antes de sua compra na semana passada, visa impedir a movimentação e até a migração para fora do Brasil do dinheiro obtido com a operação, disse nesta quinta-feira, 22, o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Trindade. Segundo ele, o bloqueio, inédito no País, foi necessário devido à gravidade da questão. "Temos a obrigação de evitar que quem se utilizou de informação privilegiada saia beneficiado e prejudique os que venderam", disse.O bloqueio foi obtido junto à 1ª Vara da Federal do Rio de Janeiro, em ação impetrada pela CVM e o Ministério Público Federal. A decisão foi tomada pelo juiz Mauro Souza Marques da Costa Braga.Em sua decisão, o juiz observou que a ação da Justiça só atinge dois suspeitos de terem movimentado de maneira extraordinária as ações do Grupo Ipiranga entre os dias 14 e 16 de março. Tratam-se de um fundo de investimentos e de uma pessoa física. A identidade dos suspeitos é mantida sob sigilo da CVM.Trindade informou que como a ação foi obtida a tempo, não houve como os suspeitos se livrarem dos papéis, o que dificultaria as investigações. A CVM terá 90 dias para analisar as operações.

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