CVM começa a receber dados sobre salários de executivos

Pelo menos uma empresa, a Souza Cruz, atualizou seus dados junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e informou as remunerações mínima, média e máxima de seus executivos. A remuneração máxima paga pela empresa à sua diretoria, por exemplo, é de R$ 3,64 milhões, enquanto a mínima é de R$ 1,38 milhão.

Sabrina Valle / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2010 | 00h00

A Souza Cruz era uma das empresas que tentavam na Justiça o direito de manter em sigilo as diferenças salariais de seus executivos. A batalha judicial entre a CVM e empresas associadas ao Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) terminou no último dia 8, quando a autarquia conseguiu derrubar, no Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, a liminar que impedia a divulgação das remunerações.

Segundo o chefe da Procuradoria Federal Especializada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Alexandre Pinheiro dos Santos, a partir da queda da liminar, as empresas estavam imediatamente sujeitas à atualização dos dados.

Vale, Gol e Gerdau estão entre as empresas que estavam se valendo da liminar e que ainda não divulgaram as informações. Elas alegavam que informar salários e benefícios poderia ferir a privacidade dos executivos. Apesar de a remuneração total ser divulgada por todas as empresas, as remunerações mínima, média e máxima podem mostrar a acionistas possíveis distorções de salários, bônus e benefícios.

No caso da Vale, por exemplo, a remuneração total dos executivos da diretoria e conselhos de administração e fiscal deve somar este ano R$ 79,5 milhões, contra R$ 47,1 milhões do ano passado. No caso da Aracruz, no ano passado, o valor total não passou de R$ 16 milhões.

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