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CVM concede registro à Global Brasil

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concedeu ontem registro de companhia aberta à Global Brasil, empresa que tem como acionistas os credores da Boi Gordo. O presidente da Global Brasil, Adriano Lunardon, disse à Agência Estado que, após o aval da CVM para a abertura de capital, a empresa vai se reorganizar e retomar os trabalhos para implementar seu plano de retomada das atividades da concordatária Fazendas Reunidas Boi Gordo. "Vamos reagrupar nossa equipe e retomar o contato com as assessorias contratadas", afirmou. Segundo ele, uma das primeiras medidas a ser tomada é a execução do laudo de avaliação dos ativos da Boi Gordo. O laudo será elaborado pela Deloitte Touche Tohmatsu e deve ficar pronto dentro de 90 dias, acredita Lunardon.A Global Brasil foi criada com o objetivo congregar titulares de Contratos de Investimento Coletivo (CICs) emitidos pela Boi Gordo para representá-los na tentativa de negociar a troca de referidos CICs por ativos da concordatária. De posse dos ativos, a Global Brasil pretende operar como uma empresa do setor agropecuário. Caso a operação não seja viável, os ativos serão vendidos e a companhia dissolvida, com o rateio do resultado entre os acionistas da Global Brasil. Emissão de açõesOutro objetivo da Global Brasil é lançar ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Para isso, a empresa voltará à autarquia para pedir autorização para o lançamento de ações ordinárias (ON) - com direito a voto - e preferenciais (PN) - sem direito a voto. Lunardon lembrou que normalmente as empresas pedem o registro de companhia aberta e a autorização para emitir ações simultaneamente. No entanto, a Global Brasil enfrentou dificuldades e maior rigor por parte da CVM - que chegou a vetar no ano passado a primeira tentativa de abertura de capital da empresa. Por essa razão, acabou aguardando o aval da autarquia sobre o registro de companhia aberta para então solicitar a emissão de ações. "A Global Brasil se submeteu durante 14 meses ao rigor e às solicitações de adequação por parte da CVM", destacou Lunardon.O presidente da Global Brasil afirmou que a companhia pretende emitir R$ 800 milhões em ações ON e PN, divididos em três tranches. Os acionistas receberão ações ON, correspondentes ao montante em dinheiro aportado na companhia. Esse montante equivale a 2,5% do valor dos Contratos de Investimentos Coletivos (Cics) da Boi Gordo possuídos pelo investidor. Os acionistas também receberão ações PN em troca dos Cics que serão transferidos para a Global Brasil e que ficarão custodiados em um banco até que haja uma definição sobre a troca dos mesmos por ativos da Boi Gordo.Estratégia de atuaçãoAtualmente a Global Brasil congrega 712 credores da Boi Gordo, que detêm R$ 55 milhões em Cics, o equivalente a cerca de 7% do montante total emitido pela concordatária (R$ 800 milhões). Segundo Lunardon, para que o plano da Global Brasil seja viável, a empresa precisa reunir credores da Boi Gordo que, juntos, possuam pelo menos 60% do montante dos Cics emitidos pela empresa. O executivo disse que a quantidade de acionistas da Global Brasil ainda é pequeno porque a empresa teve pouco tempo para atrair investidores. "A Global Brasil foi lançada em março de 2002. Tivemos apenas 38 dias úteis para agregar credores porque a CVM determinou a suspensão de nossas operações até que tivéssemos o registro de empresa aberta." O presidente da companhia informou que a companhia iniciará uma intensa campanha para "mostrar aos credores da Boi Gordo que a Global Brasil é uma alternativa viável". A empresa pretende fazer mala direta, e-mail marketing e corpo-a-corpo com credores para conseguir alcançar a meta mínima de 60% de Cics para viabilizar seus planos.

Agencia Estado,

15 de maio de 2003 | 18h47

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