CVM exige dados das empresas com ADRs

A CVM também está cobrando um procedimento adicional às companhias brasileiras com ADRs - recibos de ações, através dos quais ações de empresas brasileiras são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). Elas devem divulgar, simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil, os informativos anuais exigidos pela Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais norte-americano. O formulário requerido pela SEC às empresas estrangeiras é o 20F que, embora semelhante em sua finalidade, tem diferenças marcantes frente ao seu equivalente brasileiro, o IAN. O 20F também inclui os balanços, análise da empresa sobre os números e panorama do país sede da companhia. O gerente de acompanhamento de empresas da CVM, Fábio Fonseca, destacou que o 20F tem de ser protocolado no Brasil obrigatoriamente em português, no mesmo dia em que for registrado nos EUA, onde a data limite é 30 de junho.Segundo Fonseca, a autarquia foi obrigada a multar empresas brasileiras que registraram o 20F junto à SEC dentro do prazo e só o fizeram no Brasil vários dias depois. Para o gerente da CVM, ao agir deste modo, a empresa estaria privilegiando o investidor estrangeiro frente ao brasileiro.Ele destacou exemplos positivos, como o da Companhia Vale do Rio Doce. Segundo o gerente geral de relações com investidores da empresa, Roberto Castelo Branco, todos os documentos oficiais são preparados simultaneamente em inglês e português por uma equipe da própria Vale, assessorada por advogados brasileiros e americanos.Como bom modelo a ser seguido no quesito de dinamização do IAN, a CVM citou a Globocabo. Segundo o diretor de relações com o mercado da empresa, Augusto Rocha, a companhia atualizou seu IAN entre 4 e 5 vezes somente neste ano. "O objetivo é buscar a transparência total com o mercado", afirmou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.