CVM inabilita presidente da Boi Gordo por 20 anos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) inabilitou para atuar no mercado financeiro o presidente e dois diretores da empresa Fazenda Reunidas Boi Gordo. Em julgamento realizado hoje pela autarquia, eles foram considerados culpados por diversas irregularidades operacionais e contábeis que teriam prejudicado seus cotistas. O presidente e controlador Paulo Roberto de Andrade foi inabilitado por 20 anos e os diretores Antônio Carlos de Andrade e Klécius Antônio dos Santos foram proibidos de atuar em companhias abertas por 5 anos. Em 2001, a CVM já havia multados os mesmo executivos em um inquérito que constatou a distribuição irregular de contratos de engorda de boi. Na época, Paulo Roberto foi condenado a pagar R$ 28,1 milhões e os dois diretores foram multados em R$ 1,4 milhão. A diretora e relatora do inquérito, Norma Parente, ressaltou em seu voto que ficou comprovado que a empresa usava demonstrações financeiras distorcidas em propagandas. Esses dados não refletiam a real situação financeira da companhia e induziam o leitor a uma avaliação errada.

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