CVM investiga BankBoston

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu inquérito administrativo para apurar se a Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários do BankBoston prejudicou o trabalho do governo no combate à lavagem de dinheiro no País. A instituição teria omitido dados sobre a situação patrimonial, financeira e a ocupação profissional de clientes. O preenchimento desses dados é obrigatório pela lei 9.613/98, de lavagem de dinheiro. O objetivo da lei é averiguar se o investidor tem capacidade financeira que respalde as operações no mercado financeiro.Em investigações preliminares, a autarquia detectou falhas no preenchimentos das fichas cadastrais que são usadas como base para investigações do governo. A CVM revela que a omissão desses dados pode ?inviabilizar a detecção de operações suspeitas, prejudicando o combate à lavagem de dinheiro".A declaração consta de um despacho publicado pelo superintendente da autarquia, Roberto Tadeu Antunes Fernandes, no qual ele estende até o dia 27 de fevereiro o prazo para a distribuidora apresentar a defesa. O documento revela que além da instituição, o executivo do BankBoston, Alex Waldemar Zornig, também aparece na lista dos indiciados no inquérito.O adiamento no prazo para a defesa foi pedido pela distribuidora no final de janeiro e concedido no último dia 28 de janeiro pelo órgão. Segundo fontes, o inquérito foi aberto há cerca de dois anos e, por isso, não ocorreu durante a gestão do atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que presidiu a filial brasileira do grupo até 96, quando assumiu a presidência mundial do grupo norte-americano.

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