CVM investiga tentativa de Sadia de comprar Perdigão

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou nesta quinta-feira que um investidor confessou ao órgão ter usado informação privilegiada durante a tentativa da Sadia de adquirir a rival Perdigão, no ano passado. Segundo fontes, o executivo seria Romano Ancelmo Fontana Filho, sobrinho do fundador da Sadia, Attilio Fontana. O executivo substituiu Luiz Fernando Furlan quando este afastou-se da presidência do Conselho de Administração para assumir o Ministério do Desenvolvimento. Fontana Filho renunciou ao cargo em dezembro do ano passado. Também são acusados no processo Luiz Gonzaga Murat Junior, ex-diretor da Sadia, e Alexandre Ponzio de Azevedo, ex-funcionário do Banco ABN Amro Real. Por meio da assessoria de imprensa, a Sadia disse não ter informação sobre a participação de seu ex-conselheiro no inquérito aberto pela CVM.Em nota divulgada nesta quinta-feira, a autarquia informou que vem investigando o caso junto com a Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos. "A CVM e a SEC vêm trocando informações sobre as investigações realizadas, e os participantes que celebraram acordo com a SEC já prestaram depoimento à CVM", diz.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.