CVM já analisava briga na Usiminas

Três conselheiros da Usiminas ligados à Ternium entraram com uma reclamação contra a siderúrgica na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O regulador abriu um processo administrativo para analisar o caso no dia 1.º de setembro, quase um mês antes da reunião que destituiu, na última sexta-feira, o presidente Julián Eguren e outros dois diretores ligados ao Grupo Techint (Ternium, Siderar e TenarisConfab, que possui 27,66% do capital da siderúrgica mineira).

O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2014 | 02h03

A reclamação foi encaminhada por Daniel Novegil (CEO da Ternium), Roberto Vidigal, presidente do conselho da Confab, e Alcides Morgante. O Estado apurou que o grupo decidiu levar à CVM uma divergência relativa à reunião do conselho de 28 de agosto, quando foi votada a eleição de Nobuhiko Takamatsu para o cargo de diretor estatutário e a definição de suas atribuições.

Isso mostra que as divergências internas e relativas à interpretação do acordo de acionistas dentro do grupo de controle da Usiminas já vem se arrastando há algum tempo. O conglomerado latino alega quebra unilateral do acordo por parte da Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation que, com o Grupo Techint e a Previdência Usiminas (Caixa dos Empregados), compõe o bloco de controle da Usiminas.

Conforme a ata da reunião, Novegil, Vidigal e Morgante foram contrários à definição de quais seriam as atribuições específicas do executivo eleito como diretor vice-presidente de planejamento corporativo. Os três pediram a desconsideração dos votos dos conselheiros Paulo Penido Pinto Marques, Eiji Hashimoto e Fumihiko Eada, ligados ao grupo japonês.

'Rezem, mas rezem muito, porque vai ter de chover'  

Atingido por uma das maiores estiagens dos últimos anos, o Estado de São Paulo foi um dos mais prejudicados, afetando as culturas de cana-de-açúcar, café e laranja nesta safra. A alemã Bayer, vice-líder no País em vendas de defensivos agrícolas, tem feito um acompanhamento com lupa do índice pluviométrico para assessorar os agricultores durante a decisão de plantio. A seca, se prolongada, poderá prejudicar o campo também no próximo ano. "Rezem, mas rezem muito, porque vai ter de chover", diz Gerhard Bohne, presidente da divisão CropScience do grupo, principal negócio da Bayer no Brasil.

Como a falta de chuvas tem afetado o agronegócio?

A falta de chuva está afetando as culturas do Estado de São Paulo. A cana foi a mais prejudicada. Se não chover agora, a safra de café, que está em fase de floração, também poderá ser prejudicada.

O plantio de grãos (soja e milho) também deverá ser atingido?

Tem chovido na Região Centro-Oeste. A expectativa é de que o plantio de soja cresça, seja bastante atrativo e a colheita ocorra até o fim do ano. Em janeiro, os agricultores do Mato Grosso poderão fazer rotação de cultura com o algodão, em substituição ao milho, que tradicionalmente faz revezamento com a soja.

A Bayer fez quatro aquisições no Brasil desde 2010 para expandir o negócio de sementes. Qual é a meta?

Adquirimos pequenas empresas regionais para criarmos um robusto banco de germoplasma (que faz cruzamento de diferentes variedades para produzir sementes). Somos líderes na cultura de algodão. Pretendemos ter, nos próximos cinco anos, participação relevante também em soja. Dos R$ 4,4 bilhões em receita de CropScience em 2013, 90% das vendas foram de defensivos. Semente deve crescer.

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