finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

CVM julga nesta 4ª controlador e 13 executivos do Banco Santos

Edemar Cid Ferreira foi condenado a 21 anos de reclusão, em 2006, por crimes contra o sistema financeiro

Monica Ciarelli, da Agência Estado,

25 de novembro de 2008 | 17h05

O ex-controlador do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, e mais 13 executivos ligados ao grupo serão julgados nesta quarta-feira, 26, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em um inquérito aberto para investigar o descumprimento pelo banco de normas de administração e gestão de fundos de investimento. No final de 2006, Edemar Cid Ferreira foi condenado pela Justiça a 21 anos de reclusão por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, crime organizado e formação de quadrilha, sem direito a recorrer da sentença em liberdade. O filho de Cid Ferreira, o ex-banqueiro Rodrigo Rodrigues, também será julgado pela CVM no mesmo inquérito. Pela Justiça, o executivo já foi sentenciado a 16 anos de reclusão pelos mesmos crimes cometidos pelo pai. O processo da CVM apurou que os fundos do Banco Santos aplicavam mais que o limite permitido por lei em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) da própria instituição. As regras limitam em até 20% esse percentual, mas alguns fundos aplicavam quase 30% de seu patrimônio nesses ativos. O inquérito investigou ainda negociações irregulares com debêntures emitidas por companhias ligadas ao grupo Santos. Com um rombo estimado em quase R$ 3 bilhões, o Banco Santos teve sua falência decretada em 20 de setembro do ano passado, após quase um ano sob intervenção extrajudicial. No mercado financeiro, se calcula que os credores perderam aproximadamente US$ 1 bilhão aplicados em bancos controlados ou ligados ao grupo de Cid Ferreira. O Banco Central decretou intervenção no Banco Santos no dia 12 de novembro de 2004. Os correntistas do banco tiveram saques limitados a R$ 20 mil para contas à vista e cadernetas de poupança. Ao longo da intervenção, foi apurado que o passivo a descoberto do banco somava R$ 2,236 bilhões, e não os R$ 700 milhões divulgados inicialmente. Em agosto deste ano, a CVM já aplicou multa de R$ 1 milhão à Santos Asset Management (SAM) e ao diretor-executivo dela, Carlos Eduardo Guerra de Figueiredo. Ambos foram ainda inabilitados por dez anos para as atividades de administração de recursos de terceiros. O colegiado da autarquia avaliou que eles não fizeram a gestão da carteira de acordo com os interesses dos cotistas, como determina a regra.

Tudo o que sabemos sobre:
Banco SantosEdemar Cid FerreiraCVM

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.