CVM lançará site para esclarecer dúvida dos investidores

Com o aumento das ofertas públicas no Brasil este ano, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quer eleger a educação ao investidor como uma das prioridades da autarquia. "Muita gente que não tinha ações comprou nessas ofertas. Ao ver isso, metade de nós ri e a outra metade fica preocupada. Será que esses investidores sabem o direito que têm?", questiona o presidente da CVM, Marcelo Trindade.Segundo ele, o órgão regulador deve olhar com muita atenção essa maior participação de pessoas físicas no mercado de capitais. Para isso, o presidente pretende lançar até o final do ano um site voltado para esclarecer as dúvidas dos investidores pessoas físicas sobre investimentos no mercado financeiro. A idéia é seguir o modelo já adotado pelo órgão regulador inglês.Na página principal do órgão tem um link, no qual a pessoa clica e entra em um site criado para tirar dúvidas e ensinar como se aplica e quais os riscos de cada investimento. ?Queremos um site amigável, que o investidor se sinta confortável em navegar?, explica.Comparativo de rentabilidadeUma das idéias é oferecer a possibilidade de simular uma aplicação em bolsa. Outro serviço que a nova página terá é a comparação da rentabilidade entre os fundos, para que o investidor possa escolher o produto que melhor atenda as sua necessidades. Hoje, lembra Trindade, o cliente de um banco pode comparar os fundos da instituição, mas não fazer uma avaliação mais completa, incluindo os produtos oferecidos por outros bancos.Para colocar em prática o site, a CVM quer fazer parcerias com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). O site será financiado com recursos obtidos junto ao Banco Mundial para modernização da autarquia.FinanciamentoO presidente da autarquia disse que a CVM pretender rever toda sua estrutura de financiamento este ano. A intenção é tornar mais justa a cobrança pelo órgão de taxas, como a de fiscalização ou de registro para operações no mercado de capitais. O objetivo, segundo ele, é que esses valores não se tornem um entrave aos investimentos programados pelas empresas. "Vamos cobrar mais de quem pode e menos de quem não pode. Vamos também cobrar de quem hoje não paga", adiantou Trindade. Hoje, exemplifica, o registro de um fundo de recebíveis não é cobrado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.