CVM não vê problemas em estrangeiros na Petrobras

O possível interesse de investidores estrangeiros na capitalização da Petrobras não compromete o processo pelo qual deve passar a empresa, na avaliação da presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena dos Santos Fernandes de Santana. "Minha avaliação é a de que não compromete a instituição, pois dinheiro não tem pátria", disse ela, em reunião da comissão especial da Câmara que analisa o projeto de capitalização da estatal.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

29 de setembro de 2009 | 19h44

Maria Helena argumentou que o fato de as empresas brasileiras serem vistas como seguidoras da prática da boa governança aumenta a atratividade para os investidores internacionais. Ela afirmou que a esse fato se alia a estabilidade da economia e a perspectiva de crescimento do País. A presidente da CVM disse que a Índia e a China, apesar de também terem conquistado posição de destaque na economia mundial nos últimos anos, ainda se posicionam atrás do Brasil nas questões relacionadas ao mercado de capitais.

"Índia e China estavam atrás de nós, especificamente a Índia, que teve menos volume de oferta do que nós. Isso mostra a confiança no arcabouço que encontram aqui", comentou.

A presidente da CVM disse também compreender a preocupação de alguns deputados em relação a uma possível monopolização de estrangeiros no processo de capitalização da Petrobras. Ela explicou, porém, que a lei doméstica assegura o controle à União daquela empresa. "Os recursos têm que ser bem vindos. O investidor estrangeiro está mais acostumado a cobrar transparência das empresas e nos ajudou a mudar o patamar do capitalismo aqui, nos tornou mais eficientes", argumentou.

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