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CVM pedirá esclarecimentos à Bolsa do Rio sobre rombo

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que solicitará à Bolsa de Valores do Rio do Janeiro (BVRJ) esclarecimentos formais sobre notícia do jornal Correio Braziliense, informando que a Bolsa do Rio tem contra ela ações judiciais com pedidos de indenização de cerca de R$ 100 milhões. O jornal afirma que a BVRJ não teria condições de pagar este montante, pois seu patrimônio seria de R$ 42 milhões. A assessoria de imprensa da CVM revelou que a autarquia só irá se pronunciar sobre o assunto quando receber maiores detalhes da Bolsa do Ro. AuditoriaO ex-presidente da BVRJ, Carlos Reis, que deixou o cargo no fim do ano passado, disse à Agência Estado que a auditoria Price Waterhouse Coopers observou que o resultado operacional da Bolsa não estava cobrindo os custos e que a Bolsa teve prejuízo no ano passado, "mas não que a instituição não tenha receita suficiente para se manter aberta". Ele rebateu assim afirmação da reportagem do Correio Braziliense sobre a Bolsa. Reis explicou que a BVRJ precisaria negociar em média R$ 3 bilhões por dia em títulos públicos e operações cambiais para que sua receita cobrisse os custos. "O Sisbex começou no fim de agosto de 2000 e precisa de um tempo para aumentar o volume de negócios", disse Reis. "O previsto era o Sisbex alcançar a média diária de R$ 3 bilhões no segundo semestre do ano passado, mas aí a situação da Argentina piorou, os Estados Unidos entraram em recessão, ficou todo mundo parado com o terrorismo, os juros no Brasil subiram e foi um período de tanta turbulência que não se chegou a essa média", disse ele. Reis afirmou que, quando saiu da presidência da Bolsa, a média de negociações diárias no Sisbex estava em R$ 2,5 milhões, e considera possível ainda que suba para R$ 3 bilhões. De acordo com a BVRJ, porém, a média de negociação diária de títulos este ano está em R$ 1,27 bilhão em títulos públicos e mais R$ 98,3 milhões em operações cambiais. Reis disse ainda que o valor em ações judiciais contra a Bolsa do Rio é muito menor que os R$ 100 milhões colocados na matéria e que os advogados entendem que a Bolsa ganhará. "A Bolsa tem recursos para cobrir essas despesas", disse Reis. Situação não é tão grave, diz corretorUm tradicional corretor carioca garante que a situação da BVRJ não é tão grave como noticiado o Correio Braziliense. De acordo com a fonte, muitas das ações judiciais que estão tramitando contra a instituição são "infundadas". Outras, disse, já foram ganhas pela BVRJ. No bolo das ações, conta, tem investidor reclamando até de possíveis prejuízos sofridos na época da extinta corretora Tamoio, que desapareceu do mercado há mais de 10 anos. O corretor, que já fez parte do Conselho da Bolsa do Rio, afirma que até o final do ano passado para que a BVRJ encontrasse seu ponto de equilíbrio precisava negociar diariamente cerca de R$ 3 bilhões. Este ano, a média anual diária de negócios com títulos públicos atinge R$ 1,27 bilhão e a média anual diária com câmbio, US$ 98,3 milhões, segundo dados fornecidos pela Bolsa.

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