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CVM pode prorrogar venda de ação da bolsa

Prazo fixado em documento da Bovespa vence hoje e instituição não quis comentar a provável alteração

Rosangela Dolis e Alaor Barbosa, O Estadao de S.Paulo

23 de outubro de 2007 | 00h00

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deverá ampliar em pelo menos cinco dias o prazo para que o investidor individual possa aderir à oferta de ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), segundo informação do superintendente de Registro de Valores Mobiliários da autarquia, Carlos Alberto Rebello Sobrinho.Segundo ele, a razão da ampliação do prazo é que os líderes da operação estão elevando a faixa de preço de colocação dos papéis, que passará de R$ 15,50 a R$ 18,50 para de R$ 17,00 a R$ 21,50. "Está havendo alteração nos preços e o investidor individual precisará de mais prazo para decidir se participará da oferta", disse. A CVM considera que essa decisão permitirá a formação "mais justa" do preço.A Bovespa preferiu não se manifestar sobre o adiamento. Por enquanto, o prazo está previsto para se encerrar hoje. As reservas podem ser feitas em bancos ou corretoras, pessoalmente ou pela internet. O valor mínimo de investimento é de R$ 3 mil e o máximo, de R$ 300 mil por CPF ou CNPJ.A empresa resultante da abertura de capital da Bovespa será a Bovespa Holding. O primeiro dia de negociação das ações será sexta-feira, no novo mercado, segmento em que giram ações com boas práticas de governança corporativa.A Bolsa paulista pertence às corretoras, cujos títulos patrimoniais da instituição serão convertidos em ações. Apenas parte delas compõe a oferta. Serão distribuídas 250.492.283 ações. Caso haja excesso de demanda, poderá ser acrescido um lote extra de 37.573.842 ações ordinárias. O valor total da oferta, sem incluir o lote suplementar, é de R$ 4,26 bilhões. Para o investidor pessoa física estão destinados de 10% a 20% das ações. O débito em conta corrente ou conta investimento do valor adquirido será feito no dia 30 de outubro. Não haverá corretagem para essa operação. As ações dão direito a dividendo mínimo anual equivalente a 25% do lucro líquido.Se a reserva feita pelo público de varejo for menor que a fatia destinada a ele, cada investidor vai comprar o total que reservou. Mas se a reserva feita superar essa fatia a distribuição ocorrerá por rateios. No primeiro, serão atendidos investidores com perfil de longo prazo, com limite de R$ 20 mil. Esse investidor é aquele que se classificou como "com prioridade de alocação" no momento da reserva, autorizando a Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia a checar se ele não tem histórico de especulador. No segundo, será atendido, até o limite de R$ 5 mil, quem se classificou como "sem prioridade de alocação", de perfil especulativo. Para o consultor de finanças Claudio Carvajal, a decisão da Bovespa de dar privilégio a investidores de longo prazo, em detrimento de especuladores é polêmica, mas protege a oferta.Ele considera a ação interessante, mas embute um risco adicional: deverá ser a primeira a sofrer o impacto de qualquer retração no mercado. "Uma queda no volume de negócios vai prejudicar as receitas da Bolsa", ele explica. "A ação vai ser o termômetro de crises." Marcos Crivelaro, consultor de finanças pessoais, estima que o papel terá rápida valorização. "É ação de uma bolsa cada vez vez mais inserida no mundo globalizado", ele diz. Mas orienta que a aplicação seja feita com vistas ao longo prazo e como diversificação. NÚMEROS250 milhões é a quantidade de ações da Bovespa oferecidasR$ 4,26 bilhões é a soma do valor das açõesR$ 300 mil é o investimento máximo por pessoa ou empresaR$ 21,50 deverá ser o preço por ação oferecida

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