CVM proíbe Cimento Itaú de fazer oferta pública

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) frustrou na última sexta-feira, dia 9, a segunda tentativa da Cimento Itaú de fazer oferta pública para comprar as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) que estão em poder do mercado. A autarquia vetou a operação porque a empresa não colocou no edital da oferta todas as informações exigidas. Segundo a CVM, no documento deveria constar a participação do Banco Bradesco, por intermédio de suas coligadas e controladas na Cimento Itaú. A empresa teria, também, de informar se as empresas ligadas ao Bradesco irão aderir à oferta. A Cimento Itaú, no entanto, divulgou fato relevante informando que "continua com a firme disposição de manter a oferta pública nos mesmos termos anteriormente divulgados". A companhia informa também que entrou ontem na CVM com pedido de reconsideração da decisão. A oferta da Cimento Itaú para as ações preferenciais foi anunciada inicialmente em agosto do ano passado. O processo foi paralisado por causa das mudanças nas regras da CVM. Em 4 de janeiro deste ano, a empresa divulgou que tentaria novamente comprar os papéis. O preço da oferta foi elevado, passando de R$ 320 para R$ 399,43 por lote de mil. Com o aumento do preço da oferta em janeiro, os analistas passaram a recomendar aos investidores a venda das ações. Na expectativa da operação, os papéis preferenciais subiram 22,8% neste ano, fechando ontem a R$ 387 por lote de mil, próximo do valor oferecido pela companhia.

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