Jean-Christophe Bott|EFE
Jean-Christophe Bott|EFE

CVM vai apurar condições de saída de Esteves do BTG

Um dos questionamentos da CVM é relativo à relação da permuta das ações; o órgão indaga também se a mudança no controle dará margem a uma oferta pública aos acionistas minoritários

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2015 | 02h04

Após o BTG Pactual anunciar a saída de André Esteves do bloco de controle do grupo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu uma investigação sobre o banco. Tudo indica que a autarquia vai apurar a estrutura da operação anunciada para alterar o controle societário da companhia: uma permuta de ações entre Esteves e a Top Seven Partners.

A CVM deve verificar a transferência do comando do BTG para os sócios Marcelo Kalim, Roberto Balls Sallouti, Persio Arida, Antonio Carlos Canto Porto Filho, James Marcos de Oliveira, Renato Monteiro dos Santos e Guilherme da Costa Paes - irmão do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que formam a Top Seven. Operações de troca de controle em companhias abertas costumam cair no radar do xerife do mercado.

Um dos questionamentos da CVM é relativo à relação da permuta das ações. O órgão indaga ainda se a mudança no controle dará margem a uma oferta pública aos demais acionistas minoritários. Pela Lei das S.A., nos casos em que ficar caracterizada a alienação de controle de companhia aberta, o novo controlador tem de fazer uma oferta pelas ações dos minoritários detentores de papéis com direito a voto. Isso daria uma alternativa para aqueles que não quisessem permanecer no banco sem Esteves.

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