CVS não desistiu de crescer no País

A gigante norte-americana do setor de farmácias CVS Caremark não desistiu de expandir seus domínios no Brasil. A companhia, dona da Onofre no País, sentou para negociar nos últimos meses com a Drogaria Pacheco São Paulo (DPSP), mas as conversas não avançaram, segundo fontes. "Além de não chegarem a um acordo sobre o preço do ativo, a CVS decidiu esperar porque queria entender melhor como ficaria o cenário macroeconômico após as eleições. As conversas serão retomadas no início de 2015", disse pessoa familiarizada com o assunto.

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2014 | 02h03

A DPSP não estaria disposta a se desfazer do controle por menos de R$ 9 bilhões, informou a fonte. O valor foi considerado "salgado" pelos americanos, que não desistiram do negócio, mas vão esperar mais um pouco antes de fazer uma contraproposta.

Nos últimos meses, o grupo americano conversou com todas as grandes redes de varejo do País. Além da DPSP, esteve com BR Pharma e Raia Drogasil, segundo fontes de mercado. O Pátria Investimentos foi contratado pela rede americana para prospectar negócios.

"Considerando o tamanho da CVS, não faz sentido para eles ficarem só com a rede Onofre. Para a rede, o racional é entrar no Brasil para disputar a liderança ou vice-liderança no mercado brasileiro", afirmou a fonte.

Com faturamento líquido de US$ 126,7 bilhões, a CVS, além de Brasil, tem operações em Porto Rico fora dos Estados Unidos. A empresa soma quase 7,5 mil lojas nos EUA e em Porto Rico.

Procurada, a CVS não comenta "rumores de mercado". A DPSP não retornou aos pedidos de entrevista.

'Medidas do governo devem dar fôlego ao  setor de etanol'

O grupo francês Tereos, controlador da Guarani, quinto maior produtor de açúcar do País, deverá encerrar na primeira quinzena de dezembro a colheita de cana da safra 2014/15 na região Centro-Sul. Jacyr Costa Filho, presidente da divisão Brasil da companhia, disse que a colheita deve ficar entre 20 milhões e 20,5 milhões de toneladas de cana. "A expectativa é aumentar a produção na safra 2015/16", afirmou o executivo. A companhia, que foi o primeiro grupo estrangeiro a entrar no setor no País e tem a Petrobrás como sócia em seus negócios de açúcar e etanol, também está apostando na produção de amido para diversificar seus negócios no Brasil.

O setor sucroalcooleiro passa por uma séria crise há alguns anos. Quais são as perspectivas para 2015?

Estamos otimistas. Vamos aumentar a área plantada com cana e esperamos que as medidas que poderão ser adotadas pelo governo federal - como o retorno da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e o aumento da mistura do etanol na gasolina da 25% para 27,5% - deem fôlego ao setor.

Os recentes escândalos da Petrobrás, investigada pela Política Federal na Operação Lava Jato, têm afetado a sociedade com o Tereos?

Não. Nossa sociedade é com a divisão Petrobrás Biocombustíveis, que em outubro aumentou para 45,7% sua fatia na Açúcar Guarani, subsidiária brasileira.

O Tereos é um importante produtor de amido na Europa. Quais os planos para o Brasil?

Somos o terceiro maior produtor de amido no País. Fizemos investimento de R$ 250 milhões em nossa fábrica de Palmital (SP). O grupo sempre procurou se diversificar em sua história. Primeiro, com açúcar de beterraba, depois com amido e depois açúcar de cana.

Mais conteúdo sobre:
Panorâmica economiaCVS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.