Cypriano: Bradesco não foi afetado pela crise dos EUA

O resultado dos bancos estrangeiros deve apresentar uma melhora a partir do segundo semestre deste ano, embora a crise dos créditos de alto risco de inadimplência (subprime nos EUA) ainda dure mais algum tempo. A avaliação é do presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, que disse não ver reflexos dessa crise no Brasil durante teleconferência hoje com jornalistas."A crise do subprime ainda vai tomar um certo tempo para ser totalmente estancada, mas os balanços de bancos estrangeiros já vão apresentar alguma melhora a partir do segundo semestre", afirmou. Segundo ele, as medidas tomadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) e pelo Tesouro norte-americano contribuíram para evitar problemas de contágio, e China e Índia atenuaram o impacto dessas turbulências.Dentro desse cenário, o presidente do Bradesco afirma que as operações do banco brasileiro não foram afetadas. Ele destacou a área de comércio exterior do banco. As commodities metálicas e agrícolas respondem por mais de 70% das operações do Bradesco nessa área.Para Cypriano, a crise externa foi pouco sentida e o investimento privado mostra evolução consistente. O Bradesco prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro terá um crescimento de 4,8% neste ano. "São justas as preocupações do Banco Central e as interferências serão temporárias, diferente das intervenções de 2004 e 2005", espera Cypriano.A projeção do Bradesco é que a taxa Selic termine o ano em 13% e que essa taxa não deverá alterar os planos de investimentos das empresas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.