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Dá para pensar em futuro no furacão?

O sucesso de nossos investimentos depende de estabelecermos objetivos e estratégias, segundo nosso apetite ao risco

Fábio Gallo, O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2020 | 05h00

Estamos em meio a uma crise na saúde, somada à econômica. Se não bastasse, vivemos uma crise política. Isso sem falar das situações vividas por cada um de nós em relação à família, ao emprego e à renda. Quando estamos no meio de situações que nos trazem atribulações, tentamos resolver o imediato, focamos no curto prazo. Fica difícil pensar à frente. Mas, investir requer olhar para o futuro, também em prazo mais longo. O sucesso de nossos investimentos depende de estabelecermos objetivos e estratégias, segundo nosso apetite ao risco. 

Os objetivos são construídos com base nos nossos sonhos de vida e nossos interesses familiares e profissionais. A estratégia de investimento tem como base o conhecimento financeiro sobre produtos, mercados e comportamento do investidor, unida a uma visão sobre o futuro da sociedade e dos mercados. Isso exige análise de tendências para que seja possível entender potenciais mudanças estruturais, com ressignificação de muitas coisas. 

Evitando a tentação de falar sobre todas as megatendências de maneira ampla, vou focar em um setor em particular que chama a atenção e que pode ter 2020 como um ano marcante: os serviços financeiros, que foram impulsionados pela crise. 

Alguns dados sobre essa indústria indicam que o mercado global das fintechs terá um crescimento composto anual de 20% nos próximos cinco anos, o que significa mais de US$ 300 bilhões em 2025. Não é novidade que o segmento bancário anda de mãos dadas com a tecnologia, mas o nível de investimentos em inteligência artificial e big data é gigantesco e vai permitir que serviços financeiros vez mais baratos e acessíveis. Os clientes podem acessar as instituições financeiras com interações multicanal, com transações seguras, verificadas e rastreáveis, com serviços operando 24/7. 

Algoritmos são largamente usados para avaliar crédito, risco e apurar fraudes. Os serviços serão cada vez mais sofisticados e com maior grau de personalização. A transparência deve ser uma tônica importante. O open banking deve reduzir custos aos clientes. O aconselhamento financeiro personalizado e automatizado aos clientes com base em algoritmos será feito por robôs consultores. Por outro lado, não devemos acreditar que, com essas facilidades, nossa participação no processo perca a importância. Ao contrário, teremos mais facilidade de acesso, mas a mercados e produtos cada vez mais sofisticados e que exigem mais conhecimento.

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