DAC suspende autorização da Transbrasil para voar

O Departamento de Aviação Civil (DAC), depois de três grandes vistorias nas instalações da Transbrasil nas últimas semanas, suspendeu, por tempo indeterminado, o Certificado de Homologação de Empresas de Transporte Aéreo (Cheta) da companhia, após constatar falta de condições técnicas e de organização interna para voltar a voar. Na prática, a empresa, mesmo que queira, não poderá levantar vôo de imediato. Terá de resolver os problemas apontados. E, em resposta ao ofício apresentado ontem, no fim do dia pela Transbrasil, solicitando adiamento da entrega do plano de retomada das operações, cujo prazo vencia nesta terça-feira, o departamento aceitou prorrogar por mais uma semana o período para entrega dos documentos. Agora, além de apresentar toda a documentação jurídica, financeira e operacional exigida anteriormente, a Transbrasil terá de apresentar um minucioso plano mostrando como poderá readquirir as condições técnicas e organizacionais que permitirão à empresa aérea recuperar o Cheta. A avaliação é de que, na prática, a empresa levará pelo menos de um mês a um mês e meio para recuperar as condições exigidas para voar, desde, é claro, que conte com os recursos financeiros necessários para sanar os problemas encontrados nas vistorias do DAC. Segundo uma fonte do DAC, a empresa tem ainda de apresentar as atas das últimas assembléias de acionistas, já que, até agora, o único documento que havia chegado ao departamento era a assembléia que designava a mudança de diretoria e colocava o empresário Dilson Fonseca no comando do negócio.

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