Dado mostra aquecimento do mercado de trabalho nos EUA

O número de norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu mais do que se esperava na semana passada e ao menor nível desde janeiro de 2001, informou o Departamento do Trabalho. Foi registrada queda de 25 mil pedidos na semana concluída em 1º de maio, para 315 mil. A média de pedidos em quatro semanas, que minimiza distorções dos dados semanais, caiu para 343,250 mil, menor patamar em quatro semanas. A desaceleração dos pedidos na semana passada superou as previsões de retração de apenas 3 mil, para 335 mil. Os números trazem novas evidências de aquecimento do mercado de trabalho após três anos de contração. Em março, 308 mil vagas foram criadas nos Estados Unidos, o maior montante em quatro anos. O dado de abril sairá amanhã e analistas prevêem criação de 200 mil novas oportunidades de trabalho. O número de trabalhadores recorrendo ao benefício há mais de uma semana caiu em 69 mil, para 2,935 milhões, na semana até 24 de abril, o menor nível em três anos. A taxa de desemprego entre trabalhadores que recebem o auxílio recuou um décimo de ponto percentual, para 2,3%, a menor em três anos. Produtividade cresce 3,5% A produtividade dos trabalhadores norte-americanos acelerou-se no primeiro trimestre do ano, mesmo com as empresas ampliando seus quadros de funcionários. O Departamento do Trabalho informou que a produtividade aumentou, a uma taxa anualizada, de 3,5% nos três primeiros meses do ano, acima do crescimento de 2,5% registrado no quarto trimestre de 2003. Na comparação ano a ano, o crescimento da produtividade foi de 5,4%. Os números confirmaram em cheio os prognósticos de Wall Street. No longo prazo, o crescimento da produtividade aumenta a prosperidade ao permitir que as empresas elevem salários sem acalentar os riscos de inflação. Mas essa expansão tem sido um obstáculo para o surgimento de novos postos de trabalho. No relatório divulgado hoje, o Departamento do Trabalho informou ainda que o crescimento da produtividade fez os custos por unidade de trabalho subirem 0,5% no primeiro trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre de 2003, o custo caiu 1,3%. As informações são da Dow Jones.

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