Dados apontam agravamento de recessão nos EUA

O processo de recessão nos Estados Unidos se agravou, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, com o número de pessoas pedindo auxílio-desemprego no maior nível em 26 anos e os consumidores reduzindo gastos pelo quinto mês consecutivo. Os governos de todo o mundo vêm tentando impulsionar seus gastos para amenizar a recessão global resultante da crise de crédito iniciada nos Estados Unidos, sendo Japão e Alemanha os mais recentes países a divulgar programas de investimentos. O Japão aprovou um orçamento de 88,5 trilhões de ienes (980,6 bilhões de dólares), o maior da história do país, para cobrir um pacote de estímulo fiscal de 12 trilhões de ienes. A Alemanha terá um segundo pacote de gastos, desta vez de 25 bilhões de euros (34,97 bilhões de dólares). Alguns economistas, no entanto, dizem que os pacotes lançados até agora não conseguiram impulsionar a confiança de investidores, consumidores e empresários. Nos Estados Unidos, os consumidores continuaram cortando gastos em novembro, mês em que a renda diminuiu, segundo relatório do Departamento de Comércio que aponta para o aprofundamento da recessão. O gasto teve queda de 0,6 por cento, depois de cair 1 por cento em outubro, enquanto a renda caiu 0,2 por cento em novembro após subir 0,1 por cento no mês anterior. Outra pesquisa apontou que as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos recuaram 1 por cento em novembro. Um terceiro relatório informou que os novos pedidos de auxílio-desemprego saltaram em 30 mil, para o maior patamar em 26 anos, a 586 mil, na semana passada. Quase 2 milhões de trabalhadores perderam seus empregos neste ano nos Estados Unidos, elevando a taxa de desemprego a 6,7 por cento.

ALISTER BULL, REUTERS

24 Dezembro 2008 | 14h24

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