Dados concretos sobre reserva virão em breve, diz Lobão

Segundo ministro de Minas e Energia, notícias sobre campo eram conhecidas mas foram mantidas em sigilo

Lisandra Paraguassú, de O Estado de S. Paulo,

16 de abril de 2008 | 16h06

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quarta-feira, 16, que o governo saberá em poucos meses se a Petrobras terá "alguma coisa concreta" para divulgar a respeito do megacampo petrolífero "Pão de Açúcar" - motivo de polêmica, esta semana, após o comentário do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, de que havia possibilidade de ser a terceira maior reserva de petróleo do mundo, com 33 bilhões de barris.  Veja também:Comissão da Câmara quer ouvir Gabrielli e Haroldo LimaHaroldo Lima questiona competência legal da CVM para puni-loProcurador do MPF vai avaliar declarações de Haroldo LimaPão de Açúcar: País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo 'Brasil pode se unir à Opep', diz jornal americanoDescobertas vão render R$ 160 bi Novo megacampo no Brasil mexe com bolsas de Londres e Madri A história e os números da Petrobras A maior jazida de petróleo do País A exploração de petróleo no Brasil   Lobão, no entanto, não contestou as palavras de Lima. Ele apenas creditou as informações à revista World Oil, dos Estados Unidos, citada pelo diretor da ANP. A uma pergunta sobre a possibilidade de estrangeiros estarem mais bem informados sobre o assunto do que o governo brasileiro, Lobão afirmou que já se sabia das notícias sobre o campo. "Eu estava informado, a Presidência da República tinha suas informações, a Petrobras claro que tinha. Mantivemos tudo isso no sigilo que deveríamos manter", declarou. "Eu não teria feito isso", disse, referindo-se aos comentários de Haroldo Lima.  Biocombustíveis O ministro disse ainda que o Brasil não deixará de produzir e usar os biocombustíveis por conta das críticas internacionais a esse tipo de energia e acusou os críticos de terem "interesses específicos". "Não vamos deixar de fazer o que é certo porque estamos sendo criticados por estrangeiros com interesses específicos", afirmou o ministro na chegada ao Itamaraty para o almoço em homenagem à presidente da Índia, Pratibha Patil. De acordo com Lobão, o governo brasileiro está convencido de que os biocombustíveis são uma ótima iniciativa, importante para o País e para o mundo e que está dando bons resultados. "Não há nenhum prejuízo para a produção de alimentos. Não seríamos irresponsáveis a ponto de deixar prejudicar a produção de alimentos", disse.

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