Dados dos EUA influenciam mercados no Brasil

O dólar comercial iniciou o dia em alta, cotado a R$ 3,0810 na ponta de venda dos negócios. Às 10h14, a moeda norte-americana está no patamar mínimo desta sexta-feira, vendida a R$ 3,0560, em baixa de 0,59%. Às 10h31, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,87%. O dia começou com a divulgação dos dados de desemprego nos EUA. A previsão média de 25 economistas ouvidos em pesquisa Dow Jones era que a taxa de desemprego ficasse em 5,6% em junho e isso se confirmou. Porém, o número de vagas criadas ficou muito abaixo das estimativas. Em junho, houve aumento de 112 mil, contra projeções de alta de 250 mil.O número vai contra a perspectiva de retomada da atividade econômica nos Estados Unidos. Mesmo que este seja um fator pontual, os juros dos títulos norte-americanos caíram com força. A retomada da economia dos Estados Unidos já abria espaço para a alta de juros no país. Nesta semana, os juros básicos norte-americanos subiram de 1% ao ano para 1,25% ao ano e as estimativas apontam que esta taxa deve chegar ao final do ano em 2% ao ano.O mercado financeiro reage, mesmo que momentaneamente, aos números divulgados diariamente. Hoje, por exemplo, a divulgação do dado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos vai contra o cenário de alta de juros nos EUA. Isso explica a queda dos juros negociados nos títulos norte-americanos. Já os papéis da dívida brasileira vão no sentido oposto e estão no patamar máximo do dia, vendidos a 93,500 centavos por dólar, em alta de 1,31%.No Brasil, houve um recuo imediato na cotação do dólar. Isso porque juros mais baixos nos Estados Unidos facilitam a captação de recursos por parte do governo brasileiro e de empresas privadas. Já se falava em um movimento forte de captação de recursos na próxima semana, o que já vinha favorecendo à queda do dólar frente ao real, dado que o fluxo de dólares para o País deverá ser positivo.Balança favorece fluxo positivoAlém disso, ontem houve a divulgação dos dados extremamente positivos da balança comercial. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, fez uma revisão da meta de exportação para este ano, de US$ 83 bilhões para US$ 88 bilhões.A projeção de superávit passou para US$ 28 bilhões. No primeiro semestre, houve superávit comercial recorde, de US$ 15,049 bilhões, sendo que em junho o saldo comercial positivo somou US$ 3,810 bilhões, contra estimativas máximas do mercado de US$ 3,5 bilhões. Mais um fator positivo para o fluxo de dólares para o País.

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