Dados dos EUA pesam sobre Bovespa, mas Petrobras e Vale aliviam

A proximidade dos vencimentos dos contratos de futuros esvaziou o giro financeiro e deixou volátil a sessão da Bovespa, que terminou a sessão quase estável em dia de dados negativos dos Estados Unidos.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

15 de dezembro de 2009 | 19h12

Após passar a maior parte do dia no vermelho, o Ibovespa consumiu as perdas no final, fechando apenas em ligeira baixa de 0,06 por cento, aos 69.310 pontos. O giro financeiro da sessão, de 4,68 bilhões de reais, foi o menor em 2 semanas.

Segundo profissionais do mercado, a alta dos preços do atacado nos EUA ao maior nível anual em 12 meses e o recorde de queda do Empire State, importante índice da atividade da indústria de Nova York, catalisaram a disposição de parte dos investidores para realizar lucros, após quatro altas seguidas.

Na reta final do pregão, entretanto, um repique das blue chips Petrobras e Vale, que fecharam com leve ganho, praticamente zerou o Ibovespa.

"Isso tem muito a ver com os vencimentos de futuros, que deixam o mercado muito volátil e muita gente prefere ficar de fora", disse o analista Hamilton Moreira, do BB Investimentos.

Na quarta-feira, vence o prazo para o exercício dos contratos de Ibovespa futuro, na BM&F. Na próxima segunda-feira será a vez dos contratos de opções sobre ações.

Quem negociou preferiu se desfazer de alguns papéis que subiram forte nos últimos dias e embolsar ganhos. Assim, setores de construção civil e energia elétrica foram alguns dos que mais sofreram nesta sessão.

Em destaque, CPFL Energia, que já havia subido mais de 16 por cento em dezembro, tombou 3,7 por cento, para 36 reais. Cemig recuou 3,3 por cento, a 32,35 reais.

Na mão contrária, Cosan ganhou 2,4 por cento, saindo a 23,39 reais, depois de a empresa sucroalcooleira ter anunciado na véspera a compra da rede de postos Petrosul em São Paulo.

O papel preferencial da Petrobras, favorecido pela alta do barril do petróleo após nove baixas seguidas, avançou 0,26 por cento, para 38 reais. A preferencial da Vale subiu apenas 0,05 por cento, para 43,20 reais.

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