Dados dos EUA podem mexer com negócios

O dia no mercado financeiro começou com a divulgação de dados sobre a economia norte-americana. O primeiro deles foi o indicador de renda pessoal referente a janeiro, que registrou um crescimento de 0,6%. A expectativa do mercado era de uma alta de 0,5%. Outro resultado anunciado foi o de pedidos de auxílio desemprego, que ficou em 372 mil, indicando um crescimento de 39 mil pedidos. O esperado era uma elevação de 5 mil, fazendo com que o número de pedidos ficasse em 353 mil. Novamente os números saíram contraditórios. Enquanto a renda pessoal registrou um crescimento acima do esperado, sinalizando uma economia aquecida, o número de auxílio desemprego também ficou acima da expectativa, mostrando que a desaceleração econômica está mais forte do que o planejado.Os negócios no Brasil devem acompanhar a tendência dos mercados norte-americanos. No começo do dia, os índices futuros da Nasdaq - bolsa que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - e da Dow Jones - bolsa de Nova York - estavam em queda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tenta resistir e, há pouco, registrava leve alta de 0,82%.O dólar comercial está cotado a R$ 2,0400 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,34% em relação às últimas operações de ontem. Os analistas afirmam que o patamar atual do dólar não reflete a real situação da economia brasileira e que a tendência de alta é resultado da instabilidade no cenário internacional, que motiva os investidores a aumentarem a posição em dólar como forma de hedge, ou seja segurança. Já as taxas de os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,350% ao ano, frente a 16,450% ao ano registrados ontem. Balança comercialO Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgará hoje, às 15 horas, o resultado da balança comercial de fevereiro. Até a terceira semana do mês, a balança acumulou um déficit - importações maiores que exportações - de US$ 133 milhões. Vale lembrar que um resultado negativo para a balança favorece ainda mais a pressão de alta sobre as cotações do dólar.

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