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Dados econômicos e corporativos sombrios ditam perdas na Bovespa

Uma nova safra de notícias econômicas e corporativas sombrias empurrava a Bolsa de Valores para baixo nesta segunda-feira, em linha com a tendência internacional. Às 12h50, o Ibovespa tinha desvalorização de 1,8 por cento, aos 35.152 pontos. Mais cedo, o indicador chegou a perder 3,8 por cento. Mesmo em dia de exercício de opções, o giro financeiro da sessão era tímido, de apenas 969 milhões de reais. Do front externo, os dados justificavam o pessimismo dos investidores. O Japão entrou em recessão no terceiro trimestre pela primeira vez em sete anos. O banco central francês previu que a economia do país também vai se contrair no último quarto do ano. Os Estados Unidos mandavam sinais desencontrados. A produção industrial do país recuperou-se mais que o esperado em outubro, com uma alta de 1,3 por cento, após registrar em setembro a maior queda em 62 anos. Do plano corporativo, as novidades não eram melhores. O Citigroup avisou que pretende cortar cerca de 20 por cento de sua força de trabalho em 2009. "O noticiário está mostrando os efeitos da crise financeira de outubro sobre a economia", disse Pedro Galdi, analista da corretora SLW. Segundo ele, terminada a temporada de divulgação de resultados do terceiro trimestre, a tendência é os investidores olharem para a macroeconomia, que tende a trazer dados desanimadores por alguns meses. Nos Estados Unidos, o Dow Jones recuava 1,1 por cento. Por aqui, o período de balanços não terminou sem trazer novas surpresas negativas. A CSN informou na sexta-feira à noite que perdas em operações com derivativos fizeram seu lucro líquido de julho a setembro cair 94 por cento em relação ao mesmo intervalo de 2007. Com isso, suas ações caíam 0,65 por cento, a 23,05 reais. A siderúrgica era também pressionada pela queda nos preços de matérias-primas, que fazia outras ações caírem ainda mais. Vale perdia 3,1 por cento, a 23,75 reais. Petrobras recuava 2 por cento, valendo 20,35 reais. Estas duas últimas tinham a volatilidade potencializada pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações, segmento do qual são referência. Outra que desagradou o mercado foi Gol, ao reportar no domingo prejuízo de 474,4 milhões de reais no trimestre, resultado afetado por perda financeira e aumento de custos. Mas, em dia fortemente volátil, a ação subia 2,1 por cento, a 7,92 reais. Embraer subia 1 por cento, para 8,23 reais. A companhia anunciou no domingo que vendeu 12 jatos executivos Legacy para três grupos do Oriente Médio, contratos no valor total de 208,2 milhões de dólares. ESTRANGEIROS A Bovespa informou que o saldo das operações feitas por investidores estrangeiros no mercado à vista ficou negativo em 1,3 bilhão de reais nos primeiros 12 dias de novembro. Desde o início de junho, os chamados não-residentes já reduziram sua exposição a empresas negociadas na bolsa paulista em 25 bilhões de reais. (Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Daniela Machado)

REUTERS

17 de novembro de 2008 | 13h09

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