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Dados sugerem que economia dos EUA está estagnando

O mercado imobiliário dos EstadosUnidos ainda não chegou ao fundo do poço, o número de pessoascom auxílio-desemprego atingiu o maior nível em mais de doisanos e os consumidores estão apertando os cintos, mostraramrelatórios nesta quinta-feira, sugerindo que a economia do paísestá estagnando. As vendas pendentes de moradias caíram 1,5 por cento emdezembro e 24 por cento em relação há um ano. O Departamento de Trabalho informou que os pedidos deauxílio-desemprego alcançaram um nível não visto desde outubrode 2005, no rescaldo do furacão Katrina. No varejo, uma série de relatórios de importantes redescomo Wal-Mart e Target Corp mostraram que os consumidores estãomais retraídos. As vendas em varejo ficaram abaixo do esperadoe até caíram em alguns casos. "O risco de recessão certamente aumentou", disse MarkVitner, economista do Wachovia Securities, na Carolina doNorte, que espera que a economia continue fraca até o mercadoimobiliário alcançar o pior estágio da crise, em meados do ano. ATÉ O FUNDO DO POÇO No ano passado como um todo, as vendas pendentes demoradias ficaram no menor nível desde que o dado começou a sercompilado, em 2001. O grupo de corretores responsável pelo dado projetou que asvendas devem continuar fracas até a segunda metade do ano e, apartir daí, o mercado deve começar a melhorar. Para a associação, os preços de moradias existentes devemcair 1,2 por cento este ano e a de casas novas devem despencar4,3 por cento. A fraqueza que no ano passado ficou contida no mercadoimobiliário começa a se espalhar pela economia. Um relatório na terça-feira mostrou que a atividade nosetor de serviços dos EUA se contraiu no mês passado, enquantodados de sexta-feira mostraram que o emprego encolheu emjaneiro pela primeira vez em quatro anos e meio. O desaquecimento do mercado de trabalho pode pôr em maisperigo o gasto do consumidor, responsável por dois terços daeconomia norte-americana. O Wal-Mart, maior varejista do mundo, informou aumento de0,5 por cento nas vendas --bem abaixo dos 2,0 por centoesperados por analistas. No caso da Target, segundo maior varejista dos EUA, asvendas caíram 1,1 por cento. (Com reportagem adicional de Nancy Waitz, em Washington eAarthi Sivaraman, em Nova York)

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