coluna

Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

Daimler sai da EADS em operação de US$2,9 bi

A companhia alemã Daimler vendeu sua participação remanescente na EADS por cerca de 2,2 bilhões de euros (2,9 bilhões de dólares), saindo por completo de suas atividades aeroespaciais quase 13 anos depois de ter ajudado a fundar a controladora da Airbus.

Reuters

17 de abril de 2013 | 08h09

A Daimler disse que vendeu 61,1 milhões de ações a 37 euros cada, no topo da faixa indicativa, em meio à forte demanda de investidores internacionais. A própria EADS adquiriu 600 milhões de suas próprias ações, como parte da operação.

"Os recursos obtidos com essa venda estão contribuindo positivamente para o nosso fluxo de caixa livre este ano e, acrescentando os lucros de nossos negócios em andamento, também vai dar suporte para nossa política de dividendos estáveis", afirmou o diretor financeiro, Bodo Uebber, em um comunicado.

Analistas receberam bem a iniciativa que ajudou a remover a incerteza sobre como a Daimler iria financiar distribuição de dividendos este ano. Os recursos obtidos com a venda da participação na EADS quase cobrem os 2,20 euros por ação aprovados para distribuição este mês, o que equivale a aproximadamente 2,3 bilhões de euros.

"A transação deve dar apoio ao atraente dividendo das ações da Daimler, que é a principal razão para nossa recomendação de manter (a ação em carteira)", escreveu o analista do DZ Bank, Michael Punzet, em nota a clientes.

A venda das ações pela Daimler ocorre em seguida à saída da empresa parceira na fundação da EADS, Lagardère, na semana passada, que abriu caminho para o grupo aeroespacial ter um maior número de ações em circulação no mercado.

A EADS foi criada em 2000 a partir da fusão de várias companhias aeroespaciais europeis, incluindo a DASA, da Daimler. A montadora alemã recebeu uma participação de 30 por cento depois da criação da EADS, mas ao longo do tempo a empresa foi reduzindo a fatia.

Tudo o que sabemos sobre:
AUTOSDAIMLEREADS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.