Dança das cadeiras na CVM 'Queremos substituir energia fóssil por renovável'

Enquanto o mercado especula sobre os nomes a serem indicados para a diretoria colegiada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na vaga deixada por Otavio Yazbek, a advogada Júlia Franco assumirá o cargo de chefe de gabinete do presidente do órgão, Leonardo Pereira. Júlia trabalha no Gabinete da Presidência desde março do ano passado e substituirá o advogado Gustavo Gonzalez, de saída hoje.

O Estado de S.Paulo

31 de março de 2014 | 02h04

O colegiado da CVM está desfalcado desde 31 de dezembro, quando terminou o mandato de Yazbek. Dois nomes mantidos em sigilo foram encaminhados ao Ministério da Fazenda pelo presidente da autarquia, Leonardo Pereira. Mas a pasta, à qual a CVM é subordinada, também passou a garimpar indicações para além das sugestões.

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou que o mercado tem ventilado nomes como o atual diretor de Regulação da BM&FBovespa, Carlos Rebello, que foi funcionário da CVM por mais de 30 anos. O nome da presidente do conselho da BM&FBovespa Supervisão de Mercado (BSM), Amarílis Prado Sardenberg, também foi aventado.

Também foram cotados os advogados Alexandre Assolini (sócio do escritório PKMA Advogados), Ronaldo Porto Macedo (professor titular de sociologia do direito na USP e ex-conselheiro Cade) e Fernando Merino (diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional, com passagem no JP Morgan e no Merrill Lynch).

Outro possível candidato é Edson Garcia, da Advocacia Geral da União (AGU) e ex-funcionário da CVM. Dentro da autarquia, uma opção seria o atual superintendente-geral, Alexandre Pinheiro.

A ERB (Energias Renováveis do Brasil) inaugurou na semana passada uma planta de cogeração de vapor e energia gerados a partir da biomassa de eucalipto na fábrica da Dow Chemical, na Bahia. É a primeira planta deste tipo a ser desenvolvida para a indústria petroquímica no Brasil, disse Emílio Rietmann, presidente da ERB. A empresa, que tem como acionistas a Rio Forte Investiments, do Espírito Santo, o BNDESPar, braço de participações do BNDES, o FI-FGTS, da Caixa, e o Fip Caixa Ambiental, administrado pela Mantiq Investimentos, do Santander, tem mais quatro projetos em seu pipeline. Leia os principais trechos da entrevista.

Qual foi o investimento da ERB neste projeto?

Foi de R$ 265 milhões, nas áreas industrial e florestal. O plantio de eucaliptos de reflorestamento foi feito em áreas degradadas e pastagens. A Dow, em Candeias (BA), substituirá o gás natural por energia renovável. Temos um outro projeto com a Dow em Santa Vitória (o grupo e a Mitsui pretendem produzir plástico verde em MG).

Os projetos da ERB envolvem só empresas petroquímicas?

Não. Temos outros projetos petroquímicos na Bahia e Alagoas, mas também em papel e celulose em São Paulo. Esses projetos somam cerca de R$ 1 bilhão.

Qual o ganho dessas empresas que investem em cogeração a partir da biomassa para substituir energia fóssil?

Tem o valor ambiental, uma vez que substitui energia fóssil por renovável, além de uma redução significativa de custos com energia, de cerca de 15%. Essas empresas são grandes consumidoras.

As indústrias estão procurando alternativas para consumo de energia?

Essa é uma das grandes preocupações das indústrias, sobretudo com ameaça de apagão. Esse projeto da Dow, por exemplo, proporcionará ainda a cogeração de 12 MW de energia, que será comercializada na rede elétrica da Bahia.

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