Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Danske Bank: Segunda onda de casos da covid-19 não deve levar a novos lockdowns

Vice-presidente sênior da instituição diz que a ameaça persistente do vírus implica que a recuperação deve ser gradual

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S. Paulo

14 de junho de 2020 | 18h44

 

Vice-presidente sênior do Danske Bank, Thomas Harr afirma que há um quadro de "radical incerteza" sobre a pandemia do novo coronavírus. Em relatório, o banco diz que "nós simplesmente não temos ideia sobre a probabilidade de diferentes cenários em um mundo radicalmente incerto". Na opinião do economista, porém, mesmo uma segunda onda de casos da covid-19 na Europa e/ou nos Estados Unidos não deve levar a um novo quadro de lockdowns draconianos restritos e muito agressivos para manter o distanciamento social.

 Harr diz que a ameaça persistente do vírus implica que a recuperação deve ser gradual e "com revezes temporários". Para sustentar a recuperação, é crucial que as políticas econômicas continuem "altamente expansionistas", argumentar.

 Para ele, um risco presente no quadro atual é de "ondas de defaults" por empresas. Harr defende que "faz muito sentido" manter medidas de estímulo fiscal, com envio de dinheiro ou corte de impostos para apoiar o quadro, sobretudo em países que têm espaço fiscal amplo, como Alemanha, Holanda e Estados Unidos.

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