Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Data para votação da reforma da Previdência é insignificante, diz Arthur Maia

O relator da proposta na Câmara disse não ter dúvidas de que a PEC será votada até o final do governo de Michel Temer

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 11h03

BRASÍLIA - O relator da Reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), cobrou nesta manhã que os partidos da base aliada obriguem seus deputados a votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Ele disse não ter dúvidas de que a reforma será votada no momento em que tiver o número de votos, que a discussão será encerrada na próxima semana, deixando o tema pronto para votação. Maia acredita que o governo tem hoje em torno 290 votos.

Arthur Maia disse que tem acatado sugestões de mudanças, que o texto cortou alguns pontos mas manteve o principal: o fim dos privilégios e a idade mínima. Ele destacou que qualquer mudança de mérito no relatório depende dos parlamentares trazerem votos. "Não tem voto, não tem mudança. Qualquer mudança depende de votos para aprovarmos a PEC. Essa é a regra que vai prevalecer daqui para frente", afirmou.

"O fato de não estar votando esse ano não revela nenhum pessimismo. Estamos iniciando a discussão. Estamos aumentando o apoio na sociedade e ela será votada. Não há dúvidas de que ela será votada", afirmou. "Se o presidente Temer não votar essa reforma, a imagem que ficará para a história do seu governo é que ele realizou reformas e mudanças importantes, mas que na hora da reforma decisiva claudicou e não teve coragem de botar em votação. Esse governo terá de votar de qualquer maneira", completou.

O relator cobrou que os partidos da base aliada apoiem a PEC de forma oficial e que se a votação não acontecer agora, que se inicie a discussão. "Não tem a obrigatoriedade de votar semana que vem. Se vai ser o ano que vem, na semana que vem, não importa, a data é pouco significativa", enfatizou.

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