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Datafolha e Nakano não afetam humor do mercado estrangeiro

As polêmicas declarações sobre câmbio, juros e controles de capitais feitas na terça-feira por Yoshiaki Nakano, um dos principais assessores econômicos de Geraldo Alckmin, não tiveram, pelo menos por enquanto, um impacto relevante sobre o humor dos investidores estrangeiros e o comportamento dos preços dos ativos do país negociados no exterior. Tampouco o resultado da pesquisa Datafolha divulgada na terça, que mostra uma ampliação da vantagem de Lula sobre o candidato tucano. O sentimento dos mercados continua sendo ditado pelos rumos da economia norte-americana.Embora monitorem o processo eleitoral brasileiro, analistas e investidores do mercado externo acreditam, no geral, na manutenção de políticas econômicas ortodoxas seja quem for o vencedor no segundo turno. Manifestações, tanto do PSDB como do PT, que sinalizem mudanças econômicas mais agudas, são vistas com um certo ceticismo e encaradas, até agora, mais como lances retóricos da disputa eleitoral.Segundo a diretora do fundo de investimentos Insight, Ingrid Iversen, com a aproximação da data do segundo turno, o interesse dos investidores sobre os detalhes da campanha deverá aumentar. "Mas por enquanto ainda é cedo, a segunda fase dá campanha ainda está começando e muita coisa pode mudar nas próximas três semanas", disse Iversen.Um estrategista de um banco espanhol observou que neste momento, os investidores estão tratando os ativos dos países emergentes mais como uma classe de ativos coletiva, ao invés de se debruçarem sobre casos específicos como o do Brasil . "O sentimento em relação à economia dos Estados Unidos continua mandando no mercado", comentou.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2006 | 16h04

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