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''Davos da Web'' começa hoje em Paris como prévia para o G-8

Mark Zuckerberg e Erik Schmidt, criadores do Facebook e Google, entre outros, debatem efeitos da internet na economia

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

PARIS

Às vésperas da realização do G-8 em Deauville, na França, autoridades públicas e líderes empresariais do mundo da internet, como Mark Zuckerberg e Erik Schmidt, criadores de Facebook e Google, estão em Paris, onde participam a partir de hoje do chamado e-G8, dedicado à internet.

Depois de criar a Lei Hadopi, tentativa de controlar os downloads, o objetivo do Palácio do Eliseu é estimular outros países a a segurança" no ciberespaço, em favor do comércio eletrônico e contra a pirataria.

O evento, apelidado de "Davos da web" - em referência ao Fórum Econômico Mundial (WEF), marca a abertura da semana do G-8 de Deauville, que terá a participação dos chefes de Estado e de governo dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e Rússia, além da França.

A proposta do presidente da França, Nicolas Sarkozy, é de lutar contra a pirataria em nível global, defender a propriedade intelectual e proteger as grandes empresas da competição na internet. Além de Zuckerberg e Schmidt, estarão no evento personalidades como o barão australiano da mídia global, Rupert Murdoch, proprietário da NewsCorp, Jeff Bezos, diretor-presidente da Amazon, Jimmy Wales, fundador de Wikipedia, e Lawrence Lessig, professor da Universidade de Stanford. Entre as lideranças políticas, o destaque será para Christine Lagarde, ministra da Economia e favorita ao cargo de diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ciberterrorismo. Entre os objetivos oficiais do evento, estão temas políticos, como o combate ao "ciberterrorismo", mas o acento fica sobre o impacto econômico da internet na economia: crescimento, criação de empregos, modernização de profissões, sobrevivência de indústrias tradicionais e ruptura tecnológica estão entre as preocupações. "A ideia do fórum e-G8, desejado pelo presidente Sarkozy, é promover as discussões livres entre as pessoas oriundas do mundo da internet, a fim de que elas possam influir sobre o G-8, alimentando as reflexões dos chefes de Estado", diz Maurice Lévy, diretor-presidente do grupo publicitário Publicis, organizador do fórum.

Mas, ainda que seus criadores não admitam, uma das ideias do e-G8 é aproximar os grandes empresários da internet dos executivos de empresas tradicionais, como as operadoras telecom, ameaçadas pela revolução do tráfico de dados na internet.

O e-G8 se encerra amanhã, encaminhando uma lista de proposições à reunião de líderes de Deauville, que se inicia na quinta-feira.

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