DAVOS-Esboço para Doha é necessário até a Páscoa, diz Mandelson

As chances de uma conclusão daRodada de Doha de negociações comerciais globais neste anoserão baixas se ministros não se encontrarem até a Páscoa paraesboçarem um acordo, disse nesta quinta-feira o comissário deComércio da União Européia, Peter Mandelson. Mandelson, expressando os temores de muitos que negociam,afirmou que, se um acordo não puder ser alcançado neste ano, arodada corre o risco de ser deixada de lado já que uma novaadministração assumirá nos EUA em 2009. Mandelson disse à Reuters que é importante que os ministrosdêem o impulso político final às negociações concordando com oque é conhecido dentro da Organização Mundial de Comércio (OMC)como "modalidades", ou o esboço geral de um acordo. "Se não virmos uma reunião ministerial concordando com asmodalidades... por volta da Páscoa ou mesmo depois, acho que aschances de completarmos a rodada neste ano ficarão seriamentereduzidas", disse Mandelson. "E se não conseguirmos fazer isso neste ano, não tenhoexpectativas altas em relação à nova administração dos EUAsimplesmente continuar de onde o presidente (George W.) Bushparou", disse ele em entrevista durante a reunião anual doFórum Econômico Mundial. As negociações da rodada foram lançadas na capital do Catarno final de 2001 para impulsionar a economia mundial e ajudaros países em desenvolvimento a saírem da pobreza. As negociações se arrastam há mais de seis anosprejudicadas por diferenças sobre quanto os países ricosdeveriam baixar suas barreiras aos seus mercados de alimentos esobre quanto os países em desenvolvimento deveriam abrir seusmercados para bens industriais e serviços. Mas nos últimos meses os negociadores trabalharam duro parareduzir as diferenças, particularmente em questões técnicas emagricultura. Isso levou o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, aprever que um acordo pode ser fechado neste ano. "Temos que ser realistas", disse Mandelson. "Se é para serfeito, deve ser feito neste ano porque a possibilidade defazê-lo depois deste ano será muito baixa". Mandelson vai se reunir com Lamy, com a representantecomercial dos EUA, Susan Schwab; com o ministro das RelaçõesExteriores do Brasil, Celso Amorim; e com outros ministros deComércio durante o fórum de Davos. Mandelson afirmou ainda que um novo acordo comercial vaiinjetar confiança em uma economia global que enfrentadificuldades, e agir como um seguro contra pressõesprotecionistas.

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