HÉLVIO ROMERO | ESTADÃO
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De 10 novos projetos, só 1 está em operação

Em Igarassu, o Coroa do Avião foi inaugurado em 2013 e recebe hoje um terço do movimento que tinha há dois anos

Marina Gazzoni, O Estado de S.Paulo

24 Julho 2016 | 05h00

De dez novos projetos de aeroportos anunciados, só um está em operação: o Aeroporto Coroa do Avião, em Igarassu, Pernambuco, da construtora Gran Marco. Apesar de estar com o cronograma atrasado, outro projeto que avançou foi o Aeroporto Catarina, em construção em São Roque (SP), com previsão de inauguração ainda neste ano. Esses projetos, no entanto, não ficaram imunes à crise econômica e tiveram planos de investimento adiados.

O Coroa do Avião foi inaugurado em 2013 e recebe cerca de 120 aeronaves por mês, de acordo com o gestor do aeroporto, Antonio Oswaldo Fernandes. “Nosso projeto é real. Está funcionando”, disse. No espaço, estão previstos 12 hangares. Por enquanto, 8 estão prontos. Os planos eram ainda mais ambiciosos. Estavam previstos um terminal de passageiros e o desenvolvimento imobiliário do entorno. “Esses investimentos estão congelados. O Brasil parou”, disse Fernandes. Hoje, o movimento do aeroporto é um terço do que era há dois anos.

A Gran Marco desistiu de fazer um loteamento imobiliário para investir no aeroporto. Fernandes admite que “há questionamentos” no grupo se o negócio valeu a pena. “O retorno virá no longo prazo.”

Catarina. O aeroporto da JHSF, em São Roque, foi o segundo a receber o aval do governo. No pedido feito à extinta Secretaria de Aviação Civil, o projeto do Catarina era apontado como alternativa aos aeroportos paulistanos durante a Copa do Mundo.

A empresa enfrentou entraves para conseguir as licenças ambientais e as obras só começaram em 2014, quando o anúncio do lançamento foi feito pelo presidente do conselho, José Auriemo Neto. Na última projeção divulgada pela JHSF, a inauguração estava prevista para o segundo semestre deste ano.

O projeto inicial considerava investimentos de R$ 500 milhões na primeira fase, uma pista de 1.940 metros, 50 mil m² de hangares e 50 mil m² de pátio para aeronaves.

Em meio à crise, a empresa redimensionou o projeto. O Catarina receberá R$ 300 milhões em investimentos na primeira fase e terá uma pista de 1.600 metros, 14 mil m² de pátio de aeronaves e 10 mil m² de área de hangares, segundo informações divulgadas pela área de relações com investidores da companhia. Na fase final, a previsão de investimento é de cerca de R$1,2 bilhão.

A JHSF enfrenta atualmente uma crise de liquidez e vem se desfazendo de ativos. Para reduzir o endividamento, já vendeu sua divisão de negócios internacionais. A companhia também negocia a venda de 50% dos seus shoppings, informou o Estado na semana passada. Procurada, a empresa não quis dar entrevista. 

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