De 700 franquias, só 500 são ativas, aponta pesquisa

A consultoria Vecchi & Ancona, especializada em gestão de franquias, recentemente realizou uma pesquisa com cerca de 700 empresas brasileiras da área. O levantamento mostrou que enquanto se fala em um número superior a 600 redes ativas, elas não chegam a 500. "Além dessas, o que existem são dezenas de redes que gostariam de ser franqueadoras, mas não o são. Não vemos nisso nenhum demérito, apenas problemas de informação e conhecimento", afirma o presidente da consultoria, Paulo Ancona Lopez. Para ele, a transparência nas informações, estratégias claras e compartilhamento de ações são aspectos fundamentais para analisar o sistema de franchising na realidade, não como "imaginamos ou gostaríamos que fosse". Ancona Lopez destaca que não vê a necessidade de, a cada ano, se mudarem os critérios de entendimento do que sejam redes de franquias e a partir daí anunciar números que nos últimos anos já variaram de mais de 600 a 850. "O franchising brasileiro não precisa disso para mostrar sua força". De acordo com ele, o momento atual é promissor por variadas razões: já existe uma geração de executivos formados no sistema, ingresso no franchising de cada vez mais indústrias e grandes prestadores de serviços agregando novas práticas, adoção de modelos de gerenciamento completos, possibilidade de exportação de marcas brasileiras e iniciativas ligadas a conceitos de qualidade. Por outro lado, Ancona Lopez admite que ainda existem muitas redes que não possuem a visão necessária para seu próprio desenvolvimento e profissionalização sendo que, na maior parte das vezes, seriam suficientes mudanças culturais e de atitude.

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