De cada 100 brasileiros, 13 não pagam em dia

O nível de inadimplência das operações de crédito com recursos livres para as pessoas físicas ficou em 13,8% em dezembro de 2001. Esse é o maior nível de inadimplência registrado pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC) desde junho de 2000, de acordo com os dados divulgados hoje. Segundo o chefe do Depec, Altamir Lopes, o crescimento do nível de inadimplência dessas operações está ligado à queda da atividade econômica do País no ano passado, que reduziu a renda da população. "Na medida em que a atividade econômica se recupere, a renda também terá uma recuperação paulatina", afirmou Lopes. Os dados levantados pelo BC revelam, entretanto, que a retração da atividade econômica foi sentida a partir de setembro de 2001, logo depois dos atentados terroristas aos Estados Unidos. Com isso, o volume final de operações de crédito com recursos livres, tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, acabou fechando 2001 com taxas de crescimento de 36,2% e 19,7%, respectivamente. "O crédito continuou crescendo no primeiro semestre de 2001", disse Lopes. "Com os choques de setembro houve uma acomodação, mas ainda assim a atividade de 2001 continuou crescendo, tanto que estamos projetando uma elevação do PIB no ano passado e não o contrário", salientou. O nível de inadimplência das operações de crédito com recursos livres para as pessoas jurídicas terminou 2001 em 6%, um pouco acima do nível registrado ao final de 2000, de 5,7%. Juros dos empréstimos bancáriosOs juros dos empréstimos bancários tiveram uma alta de 7,6 pontos porcentuais no ano passado, segundo informou o Departamento Econômico do BC. Com esse crescimento, passaram de 52,6% ao ano no fim de 2000 para 60,2% em dezembro último.Os juros das operações com pessoas físicas subiram, no mesmo período, 5,3 pontos porcentuais, e as taxas pagas pelas pessoas jurídicas cresceram 6,2 pontos. Em relação a novembro do ano passado, os juros praticados em dezembro último eram 1,7 ponto porcentual menores que os 61,9% ao ano. As taxas dos empréstimos às pessoas físicas recuaram 2,3 pontos porcentuais no mesmo período, enquanto as das operações com pessoas jurídicas caíram 0,3 ponto em dezembro com relação a novembro.

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