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De carona na TV digital, Semp Toshiba volta a fabricar celulares

Empresa investe quase US$ 50 milhões numa fábrica em Manaus apostando no uso de celulares para ver TV

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

20 de novembro de 2007 | 00h00

A Semp Toshiba aproveita a chegada da TV digital e investe perto US$ 50 milhões numa fábrica de celulares na Zona Franca de Manaus (AM). Após quase 15 anos afastada da produção de celulares, a companhia, que é uma joint venture entre a brasileira Semp (60%) e a japonesa Toshiba (40%), decidiu voltar para o mercado. Mais informações no site"Um dos subprodutos mais importantes da TV digital é a televisão no celular", afirma o presidente do Grupo, Afonso Antônio Hennel. Ele observa que, como o padrão da TV digital brasileira é baseado no modelo japonês e essa tecnologia é dominada pela Toshiba, o caminho para atingir a mobilidade na TV digital está aberto.Hennel conta que em 1993, a companhia desistiu de produzir celular porque optou por centrar esforços na área de entretenimento, isto é, na produção de aparelhos de áudio e vídeo. Agora, com a convergência tecnológica e o início das transmissões da TV digital no dia 2 de dezembro, na Grande São Paulo, a fabricação de celular ganha importância. "Somos líderes na produção de TVs e queremos ficar em pé de igualdade com os concorrentes", diz Hennel.Jairo Siwek, diretor da área de celulares da companhia, diz que entre seis e nove tipos diferentes de celulares estarão à venda no mercado no primeiro trimestre do ano que vem. Nesse grupo, estão incluídos desde os modelos mais simples até os sofisticados, como o celular que capta os sinais da TV digital e o smart fone, que desempenha funções de computador, isto é, permite acesso à caixa de e-mails e baixar programas da internet. "Vamos usar a tecnologia GSM e 3G e trabalhar com todas as operadoras de celular."Como já ocorre no segmento de computadores da companhia, os celulares, dependendo do modelo, sairão da fábrica com uma das duas marcas da empresa. A marca Toshiba será usada os celulares mais sofisticados e a a marca STI para os demais. Sem revelar expectativas de faturamento, Siwek diz que a meta da companhia é conquistar 10% do mercado interno de celulares em três anos e, numa segunda etapa, exportá-los para os vizinhos.A empresa apresentou ontem dois modelos de conversores para TV digital que estarão disponíveis no varejo de São Paulo a partir da segunda-feira. Um dos modelos é recomendado para televisores de alta definição e custa R$ 1,1 mil. O outro modelo é básico e sai por R$ 800. Em ambos os casos o preço está muito acima do previsto pelo governo, que projetava R$ 200. "Nosso setor é competitivo e o preço reflete custos e tecnologia. O governo prometeu medidas de desoneração que não saíram", diz Hennel. Inicialmente importados, os conversores serão fabricados em Manaus a partir de março.

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