De carona no otimismo de Wall St, Bovespa crava 3a alta

Resultados corporativos acima dasexpectativas e o efeito positivo de outra derrocada do petróleosobre Wall Street levaram a Bolsa de Valores de São Paulo àterceira alta consecutiva nesta quarta-feira. O Ibovespa teve valorização de 1,71 por cento, aos 62.056pontos. O giro financeiro na bolsa, de 6,75 bilhões de reais,foi o maior em quatro semanas. Diferentemente das últimas duas sessões, quando o mercadoacionário paulista subiu sozinho, desta vez o movimento foilastreado por uma valorização consistente das bolsasnova-iorquinas, que tiveram o melhor dia em mais de três meses.O índice Dow Jones subiu 2,52 por cento. Uma das fontes de otimismo foi a divulgação dos resultadosdo segundo trimestre do Wells Fargo, quinto maior banco dosEstados Unidos, acima das projeções de analistas. "Isso diminuiu um pouco os temores de novas baixascontábeis relacionadas à crise do setor imobiliário no país",disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmericaInvestimentos. O setor financeiro na Bovespa acompanhou intensamente essamelhora de humor. As ações preferenciais do Itaú escalaram 9,25por cento, para 33,20 reais. As units do Unibanco dispararam7,7 por cento, para 20,35 reais, enquanto as preferenciais doBradesco subiram 6,9 por cento, a 33,29 reais. O otimismo ganhou força com a intensificação da queda dopetróleo. Um dia depois da maior queda diária em dólares desdea Guerra do Golfo, o barril da commodity voltou a cair forte,para a faixa dos 134 dólares. O setor aéreo foi o que mais se beneficiou desse movimento.As preferenciais da GOL e as ordinárias da Embraer saltaram 10por cento, para 14,80 e 11,99 reais, respectivamente. Outro destaque positivo do dia foram as preferencias daBrasil Telecom Participações, com avanço de 7,4 por cento, a24,70 reais. Segundo operadores, o banco de investimentos Merrill Lynchemitiu relatório elevando de "manter" para "comprar" arecomendação para as ações da companhia, depois de a operadorade telefonia ter apresentando números acima das expectativas dosegundo trimestre. Se de um lado a derrocada do petróleo contribuiu para arecuperação de diversos setores, de outro pesou sobre as bluechips da bolsa paulista: as preferenciais da Petrobras, quecederam 1,9 por cento, para 39,77 reais. Outra líder de negócios, as preferenciais da Vale caíram2,0 por cento, para 42,60 reais, atingidas por ordens pesadasde vendas de investidores estrangeiros.

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