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De carro de luxo a tênis fajuto. É muita muamba

Depósito em endereço sigiloso na cidade de Santos está abarrotado depois da ofensiva da Receita Federal

Agnaldo Brito, O Estadao de S.Paulo

29 de setembro de 2007 | 00h00

São 10 mil metros quadrados. Um hectare em armazéns cobertos e repletos de produtos pirateados ou contrabandeados. É nesse endereço sigiloso, de fachada modesta, na zona portuária de Santos, que estão milhões de itens apreendidos pela Inspetoria da Receita Federal.Este é apenas um dos mais de 100 armazéns usado pelo governo brasileiro para acomodar a muamba (pirateada ou não) que aporta no Brasil. ''''Não tenho a menor idéia sobre a quantidade de carga que tem aqui dentro'''', diz Luiz, o fiel depositário de uma montanha de produtos que não alcançaram a Rua 25 de Março, no Centro da capital.O local não pode ser revelado: questão de segurança. A reportagem do Estado visitou o gigantesco armazém. São milhares de caixas de tênis, de brinquedos, equipamentos eletrônicos, camisas de times de futebol, relógios, isqueiros, canetas, perfumes. Alguns carros cobiçados aguardam um destino ao lado de pilhas de máquinas caça-níqueis.Segundo Dimas Monteiro de Barros, inspetor-chefe substituto da Inspetoria da Receita em Santos, as apreensões não param de crescer, sinal de que a pirataria ainda é um bom negócio. Tão bom que o risco ainda não assusta as quadrilhas que sobrevivem da operação de trazer para o País produtos ilegais.Ilegais e invariavelmente perigosos. No próprio armazém da zona portuária de Santos, a Receita guarda, para destruir, toneladas de cabo de aço. ''''O problema da pirataria não é exclusivamente fiscal. Um cabo de aço fora das especificações pode ser barato, mas colocará a vida de muita gente em risco'''', explica Barros.As quantidades são sempre na casa de milhares.Há poucas semanas, um contêiner foi apreendido no Porto de Santos com 8.627 bolsas Louis Vuitton. Algumas dessas ''''réplicas'''', como são chamadas nos camelódromos em São Paulo, estavam num mostruário de uma das salas do centenário prédio da Alfândega, na zona portuária.''''A apreensão chamou tanta atenção que um diretor da marca francesa esteve aqui para agradecer a apreensão'''', lembra o inspetor Barros.Esta é só uma mostra. Em uma rápida olhada no ''''mostruário da pirataria'''' pode se ver, por exemplo, a quantidade de uniformes de times brasileiros ''''made in China''''. Em Santos, foram apreendidos 10 toneladas de camisas.A Henkel, fabricante da cola da marca Super Bonder, é vítima recorrente. A operação Caça-Pirata, da Receita já apreendeu 2,496 milhões de bisnagas. ''''Isso não cola nem papel'''', brinca Barros.

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