Philip Fong/AFP
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De olho em dados importantes, Bolsas da Europa abrem em alta; Ásia tem tom mais pessimista

Mercados internacionais se mantêm voláteis, em decorrência das incertezas provocadas pelo novo coronavírus, causador da covid-19

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2020 | 07h01

As Bolsas da Europa abriram as negociações em alta, de maneira moderada, na manhã desta quinta-feira, 7. Alguns fatores contribuem para esse cenário. O primeiro deles é um resultado mais positivo do que o esperado para as exportações da China para o mês de abril. A expectativa era de uma queda forte, mas houve aumento de 3,5%. Nas importações, porém, o tombo foi grande, 14,2%, resultado mais alinhado com as projeções. 

Além disso, no próprio território europeu, houve decisão do Banco da Inglaterra (BoE) de manter sua política monetária inalterada e dados fracos da indústria alemã. Balanços da Telefónica e da Air France-KLM e os últimos desdobramentos da pandemia de coronavírus também influenciam. 

As Bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, influenciadas por tensões entre Estados Unidos e China e apesar do desempenho melhor do que o esperado da balança comercial chinesa no último mês. Na quarta-feira, 6, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a China "pode ou não" manter o acordo comercial bilateral firmado no começo do ano entre as potências. Segundo Trump, só será possível saber se os chineses estão ou não cumprindo suas obrigações na fase 1 do pacto comercial "em cerca de uma semana ou duas".

Desde a semana passada, EUA e China vêm protagonizando uma polêmica sobre a origem da pandemia de coronavírus. Para autoridades de Washington, o surto teria começado devido a uma "falha" em um laboratório de Wuhan, cidade chinesa onde os primeiros casos da doença foram registrados. Recentemente, Trump ameaçou voltar a impor tarifas a produtos chineses.

Bolsas da Europa

Às 4h11, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,39%, a de Frankfurt avançava 0,66% e a de Paris se valorizava 0,63%. Já em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 0,68%, 0,71% e 0,20%, respectivamente. 

Bolsas da Ásia 

Nos negócios da China continental, as perdas foram modestas: o índice Xangai Composto caiu 0,23%, a 2.871,52 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,12%, a 1.788,21 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng se desvalorizou 0,65% em Hong Kong, a 23.980,63 pontos, e o sul-coreano Kospi teve baixa marginal de 0,01% em Seul, a 1.928,61 pontos, mas o Nikkei subiu 0,28% em Tóquio, a 19.674,77 pontos, ao voltar de três dias de feriados no Japão, e o Taiex avançou 0,63% em Taiwan, a 10.842,92 pontos.

Na Oceania, a Bolsa australiana seguiu o viés negativo da região asiática, e o S&P/ASX 200 caiu 0,38% em Sydney, a 5.364,20 pontos.

O mau humor predominou mesmo após os últimos números da balança comercial da China, que superaram as expectativas. Na comparação anual de abril, as exportações chinesas tiveram uma inesperada alta de 3,5%, enquanto as importações diminuíram 14,2%. Analistas previam queda de 18,8% nas exportações e recuo mais acentuado nas importações, de 15,8%.

Já o índice de preços de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços chinês subiu de 43 em março para 44,4 em abril, segundo pesquisa da IHS Markit com a Caixin Media, mas permaneceu abaixo da marca de 50 que indica contração da atividade. 

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