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De olho em expansão na Ásia, Marfrig busca parceiro para operar na Indonésia

Com menos dívidas após a venda da Seara para a JBS, companhia pretende intensificar presença no exterior; grupo, que descarta aquisições e venda de ativos neste momento, mira ganhos de margem e crescimento orgânico

Altamiro Silva Júnior, correspondente, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2013 | 02h09

NOVA YORK - A Marfrig Global Foods, o segundo maior frigorífico do Brasil, deve iniciar operações na Indonésia dentro da estratégia de expansão na Ásia, disse o novo presidente da empresa, Sergio Rial, ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. A empresa busca uma parceria com um sócio local para 2014.

A recuperação da economia mundial, com a Europa saindo da recessão e os Estados Unidos crescendo mais, deve beneficiar a empresa. Cerca de 65% das receitas da Marfrig vêm do mercado internacional. "A companhia é positivamente impactada por um dólar forte", disse o executivo, que assume oficialmente o cargo em janeiro.

A Marfrig descarta aquisições e venda de ativos neste momento. A agenda, segundo o executivo, é de expansão das margens e crescimento orgânico", afirma. "Vamos crescer muito na Ásia", disse Rial, que morou oito anos no continente.

Rial está em Nova York para participar de um evento do Bradesco BBI, que reúne 550 investidores de diversos países e 64 executivos de empresas brasileiras. O executivo conta que, nas reuniões com esses investidores, o esforço tem sido o de mostrar a internacionalização da empresa e o comprometimento em cumprir metas.

Em 2014, a Marfrig deve faturar entre R$ 21 bilhões e R$ 23 bilhões, excluindo a Seara, vendida ao grupo JBS. Rial chama atenção para o fato de que a empresa terá receita igual à de 2012, quando ainda tinha a Seara e faturou R$ 23 bilhões. "Já no ano que vem existe a possibilidade de faturar sem a Seara o mesmo que faturávamos com a empresa", frisou. Para 2013, a previsão é de receita de R$ 18,5 bilhões - número que, segundo Rial, pode ser superado.

Sobre eventuais captações de recursos, Rial disse que a Marfrig não tem necessidade de dinheiro neste momento, mas está sempre analisando esta possibilidade. A empresa não tem dívidas vencendo até 2017. A Marfrig promete alcançar o ponto de equilíbrio em 2014. "A venda da Seara fortalece muito a nossa estrutura de capital."

Na Ásia, a empresa brasileira trabalha com a marca Keystone, a mesma usada nos EUA. Na Indonésia, a estratégia é entrar nos segmentos de bovinos e frangos para cadeias de restaurantes. Segundo Rial, a marca Moy Park, usada na Europa, deve passar a ser a marca mais internacional do grupo.

A Marfrig teve prejuízo de R$ 194 milhões no terceiro trimestre. O executivo disse que, para os próximos meses, há perspectivas de melhora das operações no Uruguai. Segundo ele, os preços de bovinos no mercado externo seguem "muito bons".

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