Eugene Hoshiko/AP Photo
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De olho em possíveis tratamentos para covid, mercados internacionais fecham em alta

Nos últimos dias, Trump anunciou que os EUA liberou o uso de plasma convalescente no tratamento contra o vírus e agora o governo americano pode acelerar a liberação de uma vacina

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2020 | 07h00
Atualizado 24 de agosto de 2020 | 18h58

Os mercados internacionais fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, 24, após a entrada em vigor na China de normas de mercado para fortalecer o setor de tecnologia local e sinais de que o governo dos Estados Unidos está adotando uma postura mais agressiva para o uso de tratamentos contra a covid-19

O presidente Donald Trump anunciou no domingo, 23, que a Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês) autorizou em caráter emergencial o uso de plasma convalescente no tratamento de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus.

Além disso, nesta segunda, o Financial Times noticia em manchete de capa que o governo Trump está considerando acelerar o processo de aprovação de uma vacina experimental contra a covid-19 desenvolvida no Reino Unido para que seja usada nos EUA antes da eleição presidencial de novembro.

Bolsas da Ásia

Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto subiram 0,15% e 1,26% cada, mas o destaque do dia foi o ChiNext, índice com foco em tecnologia - como o americano Nasdaq - que saltou 2%, com a estreia de novas regras de negociação para empresas estreantes. Em outras partes da Ásia, o Hang Seng se valorizou 1,74% em Hong Kongo japonês Nikkei subiu 0,28% em, o sul-coreano Kospi teve alta de 1,10% em Seul e o Taiex registrou ganho de 0,31% em Taiwan. Na Oceania, a Bolsa australiana fechou com ganho de 0,30%, também favorecida por papéis de tecnologia.

Em Hong Kong, a ação da gigante de tecnologia Tencent disparou 5,8% após notícia de que os EUA garantiram empresas americanas, de forma particular, que poderão continuar fazendo transações com o WeChat, apesar de haver um plano de banir o aplicativo. Na Coreia do Sul, favoreceu o mercado notícia de que o número de novos casos de covid-19 relatados no país diminuiu de 397 ontem para 266 nesta segunda.

Bolsas da Europa

A notícia de que Trump considera contornar padrões regulatórios para acelerar a produção de uma vacina do Reino Unido, animou os mercados europeus. O antídoto, desenvolvido pela Universidade Oxford e pela AstraZeneca. Com a notícia, o Stoxx 600 encerrou em alta de 1,58%. Também subiram as Bolsas de Londres, com alta de 1,71%, a de Paris, com ganho de 2,28% e a de Frankfurt, com ganho de 2,36%. MilãoMadri e Lisboa tiveram ganhos de 2,12%, 1,82% e 1,95% cada. 

Bolsas de Nova York

Nas Bolsas de Nova York, prevaleceu o otimismo com os EUA em busca de um antídoto para a pandemia. Por lá, o S&P 500 e o Nasdaq bateram novos recordes de fechamento. O Dow Jones terminou em alta de 1,35%, o S&P 500 subiu 1,00%, aos 3.431,28 pontos, e o Nasdaq avançou 0,60%, aos 11.379,72 pontos.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo registraram ganhos nesta segunda-feira, apoiados por tempestades no Golfo do México, que atrapalham a produção local. Além disso, houve apoio à tomada de risco nos mercados em geral com a notícia de que o governo dos EUA antecipe o processo de liberação de uma vacina contra o coronavírus.

Com isso, o WTI para outubro fechou em alta de 0,66%, a US$ 42,62 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês subiu 1,76%, a US$ 45,13 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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