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De olho na Copa, Serasa lança solução antifraude para comércio eletrônico

Ferramenta promete às empresas identificar ações suspeitas em compras online 

Yolanda Fordelone, Economia & Negócios

01 de abril de 2014 | 12h43

SÃO PAULO - Na última Copa do Mundo, em 2010, a África do Sul registrou aumento de 53% em perdas relacionadas à fraude com cartões de crédito. Para evitar que o problema se repita no Brasil - o País já é o quinto no ranking mundial de golpe com cartões (veja infográfico abaixo) -, a Serasa Experian lançou nesta terça-feira, 1, o Safety, ferramenta que promete às empresas identificar ações suspeitas em compras online.

Segundo a Serasa, ao realizar compra ou transação online o usuário não perceberá que a loja possui a ferramenta. Mas o Safety estará monitorando a compra. Por ser uma plataforma de decisão, a ferramenta avalia, em tempo real, fatores de risco que podem indicar fraude, como a reputação do computador que o consumidor está utilizando, o comportamento do usuário que está fazendo a proposta e diversos outros sinais de atividades não usuais.

São mais de 450 regras que podem ser configuradas para detectar riscos nas transações. Ao desconfiar da transação, o Safety bloqueia a compra e avisa o usuário sobre o problema. No serviço de internet banking, a solução identifica se há algum fraudador que aproveita a conexão do usuário e entra com o correntista na conta, em uma página espelho.

Segundo Ori Eisen, fundador da 41st Parameter, empresa do grupo Serasa, há quatro passos na navegação do usuário: a abertura de conta; a autentificação (quando se coloca o login); a apropriação da conta; e a transação, quando o dinheiro se movimenta.

"O preparo da fraude acontece nos três primeiros passos. Não basta olhar para a transação, onde a indústria já atua", afirma Eisen.

Como funciona. A proposta do Safety não é ser um empecilho para o cliente, bloqueando todas as suas transações, mas achar um número ideal que maximize a venda da empresa e minimize o número de golpes. A intenção é dizer mais sim para os bons clientes e não para os fraudadores.

Para separar o joio do trigo, a solução é um guarda-chuva que engloba três produtos. Em geral, são feitas perguntas para o computador que está realizando a transação, como o horário e a localização.

"O inimigo muda todo dia. A fraude na internet é muito dinâmica, por isso sempre é preciso acrescentar um parâmetro para evitar fraudes", diz o head de soluções antifraude da Serasa, Celso Pinto.

Parâmetros comuns, como login e senhas, não são suficientes, visto que a maioria das pessoas não escolhem senhas fortes para suas contas. Segundo Eisen, se o fraudador tentar senhas comuns, como "123456", conseguirá invadir 20% das contas.

As tentativas de fraudes são muitas. No e-commerce, a taxa de fraude é de 1,2%, afirma Pinto. Ou seja, a cada 100 transações, 1,2 são tentativas de roubo de identidade.

Grandes empresas do mundo do setor bancário, varejistas e companhias aéreas já utilizam a ferramenta, que foi lançada originalmente em 2005. No ano passado, o Safety economizou US$ 500 milhões para seus 10 principais clientes globais.

Leilão de dados. Segundo especialistas na indústria internacional de fraude, atualmente há um leilão dos dados de usuários vítimas de fraude. Os golpistas brasileiros capturam as informações cadastrais, números de CPFs e números dos cartões de crédito dos consumidores e vendem em leilões na internet por valores que - de acordo com a quantidade de informações disponíveis, da bandeira do cartão e também do status (ouro, platinum, internacional), disponibilidade de senha, entre outros - podem variar de R$ 5 a R$ 300.

Rússia, Vietnã, Gana, Nigéria, Romênia, Estados Unidos e Brasil estão entre os principais países da indústria da fraude na web.

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