Lee Jin-man/AP Photo
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De olho na disseminação de covid, mercados internacionais fecham sem sinal único

Investidores voltaram a focar o aumento de novos casos de coronavírus, principalmente nos EUA, mas também na Europa e em partes da Ásia

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2020 | 07h30
Atualizado 13 de novembro de 2020 | 18h35

As Bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, 13, à medida que a disseminação da covid-19 pelo mundo aparentemente passou a pesar mais que recentes notícias sobre o desenvolvimento de possíveis vacinas contra a doença. Na Europa e em Nova York, no entanto, notícias locais ajudaram na alta dos índices.

Investidores voltaram a focar o aumento de novos casos de coronavírus, principalmente nos Estados Unidos, mas também na Europa e em partes da Ásia. Os EUA vêm registrando mais de 100 mil novas infecções diárias há nove dias seguidos. Lá, o recorde em 24 horas foi de 144 mil casos. 

Nos primeiros dias da semana, houve maior apetite por risco na região asiática após novidades sobre o avanço de testes com candidatas à vacina contra a covid-19. Causou grande entusiasmo anúncio da Pfizer e BioNTech de que sua vacina tem eficácia superior a 90%. A expectativa é de que a Moderna também divulgue conclusões semelhantes ainda este mês.

O Ministério da Economia da Alemanha reconheceu que as medidas de restrições à circulação de pessoas impactaram negativamente a economia do país em novembro. Na segunda-feira, a chanceler Angela Merkel se reúne com líderes estaduais para discutir se o lockdown tem sido suficiente.

Na Inglaterra, o jornal The Guardian revelou que um comitê científico do governo defendeu ações ainda mais restritivas para conter a disseminação do vírus.    

Bolsas da Ásia 

Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,86% e o Shenzhen Composto recuou 0,22%. Em Tóquio, o japonês Nikkei se desvalorizou 0,53% e em Hong Kong, o Hang Seng teve perda marginal de 0,05%, a 26.156,86 pontos. Na Oceania, a Bolsa australiana também ficou no vermelho, com queda de 0,20% do S&P/ASX 200 em Sydney.

Houve, porém, exceções positivas na Ásia nesta sexta. O sul-coreano Kospi avançou 0,74% em Seul, atingindo o maior nível em 30 meses, e o Taiex subiu 0,39% em Taiwan

Bolsas da Europa 

Nesta sexta, investidores reagiram bem à informação de que o PIB da zona do euro cresceu 12,6% no terceiro trimestre de 2020 ante o segundo, de acordo com a Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia. A informação ajudou a sustentar os ganhos na Europa apesar da preocupação com a covid-19. Por lá, o Stoxx 600 encerrou em alta de 0,01%.

A Bolsa de Paris subiu 0,33%, enquanto Frankfurt teve alta de 0,18%. Milão, Madri e Lisboa avançaram 0,41%, 0,75% e 0,06% cada. Apenas Londres foi na contramão e fechou com queda de 0,36%.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira e o índice acionário S&P 500 registrou recorde histórico de fechamento. O pregão foi de apetite por risco nos mercados internacionais, após a imprensa americana projetar a vitória de Biden na Geórgia, um Estado que ainda fará recontagem dos votos, o que, porém, não tende a alterar o resultado, de acordo com especialistas. O democrata também venceu no Arizona, enquanto Trump triunfou na Carolina do Norte. Com essas atualizações, Biden deve obter 306 delegados no Colégio Eleitoral e Trump, 232.

No fechamento, o Dow Jones subiu 1,37%; o S&P 500 avançou 1,36%, a 3.585,15 pontos, recorde histórico de fechamento; e o Nasdaq registrou ganho de 1,02%. Na comparação semanal, os dois primeiros acumularam alta de 4,08% e 2,16% respectivamente. Já o Nasdaq caiu 0,55% na semana, já que as ações de tecnologia foram as que mais recuaram após as notícias promissoras sobre vacinas no início da semana.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta sexta-feira, com sinais de que a demanda pode diminuir. Preocupações com o impacto econômico do avanço do coronavírus e dos consequentes novos lockdowns na Europa não se dissiparam com os avanços em testes de um possível imunizante para a covid-19. O WTI para dezembro fechou em baixa de 2,40%, em US$ 40,13 o barril, mas com alta de 7,40% na comparação semanal. O Brent para janeiro caiu hoje 1,72%, a US$ 42,78 o barril, enquanto o avanço com relação à última sexta-feira foi de 7,78%.    

O Commerzbank avalia que o preço do barril está mais alto do que sugerem os fundamentos, mas que o mercado vai recuperando uma visão mais ponderada. No entanto, o banco cita que, em setembro, os estoques de barris de petróleo dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tiveram baixas significativas. / COLABORARAM MAIARA SANTIAGO E MATHEUS ANDRADE

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