Kazuhiro Nogi/AFP
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De olho no impacto econômico da covid, mercados internacionais fecham sem sinal único

Na manhã de segunda-feira, 16, a Moderna anunciou que sua possível vacina contra a covid-19 foi 94,5% eficaz na fase 3 de testes clínicos, notícia que ajudou a impulsionar as bolsas internacionais

Sergio Caldas e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2020 | 07h30
Atualizado 17 de novembro de 2020 | 20h03

As Bolsas da Ásia, Europa e Nova York fecharam sem sentido único nesta terça-feira, 17, sem fôlego para reagir com entusiasmo à notícia de que mais uma farmacêutica, a americana Moderna, desenvolveu uma promissora vacina experimental contra a covid-19, após garantirem significativos ganhos no pregão anterior. 

Na manhã de segunda-feira, 16, a Moderna anunciou que sua possível vacina contra a covid-19 foi 94,5% eficaz na fase 3 de testes clínicos, notícia que ajudou a impulsionar as bolsas de Nova York e da Europa, assim como as cotações do petróleo. Uma semana antes, a Pfizer e a BioNTech também revelaram ter desenvolvido uma vacina com eficácia de mais de 90%.

De ontem para hoje, os EUA tiveram 151 mil novos casos da doença, segundo levantamento da a Universidade Johns Hopkings. Até agora, quase 250 mil pessoas morreram no país em consequência do vírus. Do outro lado do Atlântico, a França se tornou o primeiro país da União Europeia a ultrapassar a marca de 2 milhões de diagnósticos confirmados de coronavírus. Já a Alemanha registrou mais de 14 mil contaminações de ontem para hoje. 

Entre as autoridades monetárias, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, alertou que a persistência da pandemia impõe riscos negativos à recuperação da maior economia do planeta. Na Europa, onde a maior parte das bolsas também fechou no vermelho, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, avaliou que a nova onda de covid-19 na região deverá afetar a economia também em 2021.

Bolsas da Ásia 

Embora a revelação da Moderna tenha dado alguma sustentação aos negócios asiáticos nesta terça, as Bolsas locais já haviam registrado fortes ganhos na sessão anterior, na esteira de indicadores positivos da China e do Japão e da assinatura de um acordo comercial envolvendo 15 economias da Ásia e do Pacífico.

O índice acionário japonês Nikkei subiu 0,42% em Tóquio, atingindo o maior patamar desde maio de 1991, enquanto o Hang Seng teve ligeira alta de 0,13% em Hong Kong e o Taiex avançou 0,30% em Taiwan, mas o sul-coreano Kospi caiu 0,15% em Seul, pressionado por ações de montadoras e tecnologia.

Na China continental, o dia foi de perdas. O Xangai Composto recuou 0,21% e o menos abrangente Shenzhen Composto se desvalorizou 0,90%. Na Oceania, a Bolsa australiana fechou em modesta alta, à medida que ganhos de ações de energia e financeiras compensaram perdas em outras partes. O S&P/ASX 200 avançou 0,21% em Sydney

Bolsas da Europa 

O mercado europeu seguiu monitorando também o bloqueio, ontem, por Hungria e Polônia, da adoção do orçamento 2021-2027 e do fundo de recuperação pelos governos  da União Europeia. A estratégia, encabeçada por Merkel e o presidente da França, Emmanuel Macron, é vista como uma saída para o bloco contentar se desvencilhar da crise trazida pela covid-19. Os países que votaram contra se incomodam com a cláusula que torna o acesso ao dinheiro condicionado ao respeito pelo Estado de Direito.

Por lá, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,24%, enquanto a Bolsa de Londres caiu 0,87%, a de Frankfurt teve leve queda de 0,04% e as de Madri e Lisboa cederam 1,37% e 0,65% cada. Na contramão, porém, Milão subiu 0,55% e Paris subiu 0,21%.

Bolsas de Nova York 

A piora no quadro da pandemia já é refletida nos indicadores econômicos americanos. Hoje pela manhã, o Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas no varejo subiram 0,3% de setembro para outubro, frustrando expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta mensal de 0,5%. A produção industrial, por sua vez, se elevou 1,1%, de acordo com o Fed. Na avaliação da CBIC Economics, insegurança sobre o emprego, por conta da segunda onda de covid-19, prejudicam o varejo. "Com restrições de distanciamento social mais duras coincididos com a temporada de festas de fim de ano, crescimento dos gastos para bens e serviços terá dificuldade em se materializar", prevê.

Dentro desse contexto de maior pessimismo, as bolsas de Nova York operaram em baixa durante a maior parte do dia. O índice Dow Jones fechou em queda de 0,56%, o S&P 500 perdeu 0,48% e o Nasdaq recuou 0,21%. 

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única nesta terça-feira após o mercado se frustrar com a falta de sinalização do Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês) da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) a respeito de cortes na produção em 2021. A reunião que aconteceu hoje, porém, terminou sem um sinal claro de qual será a política do grupo em 2021. A próxima reunião marcada ocorre daqui a um mês, em 17 de dezembro.

WTI para dezembro, que operou em baixa durante quase todo o pregão, recuperou fôlego no fim dos negócios e fechou em alta de 0,22%, a US$ 41,43 o barril, enquanto o Brent para janeiro fechou em queda de 0,16%, cotado a US$ 43,75 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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