André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

De saída do BNDES, Dyogo defende papel do banco para complementar 'as falhas de mercado'

Oliveira exaltou os integrantes do corpo técnico do banco que, em sua avaliação, têm sofrido por erros que não foram cometidos por eles

Renata Batista e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2019 | 12h08

RIO - De saída da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) depois de mais de 20 anos de atuação em órgãos do governo federal, Dyogo Oliveira defendeu nesta terça-feira, 8, o papel da instituição para complementar "as falhas de mercado". Ele exaltou os integrantes do corpo técnico do banco que, em sua avaliação, têm sofrido por erros que não foram cometidos por eles e "até tentaram evitar".

Para Oliveira, o Brasil está virando uma página da história, com uma "mudança de concepção moral e ética da nação". "Momento que estamos vivendo é fruto da nossa história, dos nossos erros e de nossos acertos. O País tem mais uma oportunidade histórica de se reinventar", afirmou.

Ele lembrou que diversos países têm instituições de desenvolvimento e defendeu que o BNDES faça parte desse momento. "O BNDES foi alvo de grandes críticas no passado, mas estamos colocando hoje um ponto final", disse.

Levy fala em reformar e repensar 

O novo presidente do BNDES, Joaquim Levy, voltou a dizer que será preciso “reformar, repensar” o balanço da instituição de fomento, aumentando a independência financeira em relação do Tesouro Nacional. “Vamos ter que reformar, repensar o nosso balanço. Temos que usar nossa fortaleza financeira, nossos ativos, de maneira mais inteligente”, afirmou Levy, em discurso na cerimônia de transmissão do cargo, na sede do BNDES, no Rio.

Segundo Levy, usar o ativo de maneira mais inteligente inclui “juntar forças” com o setor privado. O novo presidente do BNDES citou o desenvolvimento de garantias, mas não detalhou propostas de como usar melhor os ativos. Destacou, porém, que eventuais medidas serão negociadas previamente com os órgãos de controle.

“Na medida em que o banco vá tomar mais risco, é preciso que isso esteja bem definido”, disse Levy, que citou que o BNDES vem fazendo um “realinhamento” de suas taxas, em relação aos juros de mercado, desde 2015, quando ele foi ministro da Fazenda no segundo governo Dilma Rousseff.

Ainda segundo Levy, o BNDES continuará contribuindo para o País, obtendo “a lucratividade necessária”. “Quando nos aproximamos de um momento de recuperação da economia, em que vamos ter retomada cíclica, o banco vai estar preparado, vai ter os instrumentos necessários”, afirmou.

O novo presidente do BNDES citou ainda a importância de o banco de fomento atuar em conjunto com os governos locais, estaduais e municipais. Segundo Levy, isso é importante para melhorar o ambiente de negócios no País como um todo. “A parceria com todos os governos subnacionais do País é parte essencial de nossa atividade”, disse Levy. 

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