Nilton Fukuda/Estadão
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De xícaras a capa de iPad, Swarovski aposta na indústria

Companhia vê potencial para parcerias no Brasil, país que a empresa quer transformar em seu terceiro mercado 

Lílian Cunha, de O Estado de S.Paulo,

28 de outubro de 2012 | 22h45

SÃO PAULO - Daniel Swarovski, conforme contam funcionários da empresa austríaca de cristais, fundou a Swarovski, em 1895, porque queria que toda mulher tivesse um diamante - mesmo que não fosse verdadeiro. Foi graças a esse desejo que ele começou a lapidar cristais comuns da mesma maneira que os joalheiros tratavam a pedra preciosa. Agora, 117 anos depois, o desejo de Swarovski começa a se estender às mulheres brasileiras.

"Queremos que o Brasil seja, dentro de oito anos, o terceiro maior mercado da Swarovski no mundo", diz Reinhard Mackinger, vice-presidente da Swarovski Elements, que esteve no País na semana passada. A Swarovski Elements é o braço responsável por comercializar cristais para a indústria. As empresas de moda ainda são o maior cliente. Mas, nos últimos anos, graças a uma estratégia desenhada por Mackinger, os cristais têm sido usados na personalização de outros produtos: de calçados a jogos de chá de porcelana, de capas para iPhones a pias de banheiro.

É ampliando a gama de aplicações dos cristais que Mackinger planeja crescer no Brasil, onde a marca está presente desde 2002. Há quatro anos, a Swarovski abandonou as vendas por representantes e estabeleceu um escritório próprio em São Paulo.

Hoje, os Estados Unidos são o principal mercado da Swarovski - uma empresa familiar e de capital fechado, que não divulga números, a não ser o faturamento, de  2,87 bilhões em 2011.

O Brasil ainda não está entre os dez primeiros. Mas Mackinger vê um grande potencial. "A mulher brasileira adora brilho e o País tem crescido muito economicamente. Além disso, não temos, como acontece na Europa, nenhum outro concorrente atuando aqui. Isso nos deixa com um potencial de crescimento enorme", afirma o executivo.

No velho continente, a Swarovski é líder em vendas de cristais, mas disputa mercado com as francesas Baccarat e Lalique.

Falsificações. No Brasil, embora não haja outros concorrentes no ramo de cristais, há os populares "falsorovskis", as imitações de vidro e até de plástico. "O mercado da cópia é muito forte no Brasil", diz Luciane Robic, diretora do IBModa.

"Em mercados mais distantes, como o Nordeste, o cristal falso chega antes da Swarovski. Para recuperar esse terreno, a empresa, ao meu ver, deveria fazer algo semelhante ao que a Lycra fez nos anos 90", diz. Em 1993, a Invista, dona da marca, lançou uma campanha com o slogan: "Nem tudo que estica é Lycra". Reforçar a comunicação, diz a especialista, seria uma boa estratégia para a empresa.

Mackinger não comenta a concorrência com os "falsorovskis". Diz apenas que a qualidade diferencia os produtos verdadeiros. "Quando um produto tem cristais Swarovski, seu valor de mercado cresce em média 40%", diz Mackinger.

Para convencer mais clientes a cravejar seus produtos de cristais, a empresa tem paparicado os atuais compradores, convidando-os para vender seus produtos em um conceito novo de loja que a companhia inaugurou nos Estados Unidos e na Europa: a Crystallized.

Diferente das lojas tradicionais da marca, a Crystallized não vende os cristais ou joias criados pela companhia, mas sim as peças de seus clientes. A coleção inclui de sandálias Havaianas a xícaras de porcelana da catarinense Oxford. 

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