EFE/ Gian Ehrenzeller
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Debate sobre corrupção em campanha eleitoral é normal, diz Temer em Davos

Em discurso feito num grande auditório cuja plateia era só de um terço da capacidade, o presidente procurou enfatizar que as instituições domésticas 'estão funcionando'

Célia Froufe, enviada especial, Broadcast

24 de janeiro de 2018 | 12h46

DAVOS - O presidente da República, Michel Temer, avaliou nesta quarta-feira, 24, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que o debate sobre corrupção durante a campanha eleitoral do País ocorrerá porque este é um tema do momento. "Acho que será um tema natural, já que há um combate pesado contra a corrupção no País", respondeu o presidente após o discurso, quando questionado pelo fundador do evento, Klaus Schwab, entre outros pontos, sobre o tema.

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O questionamento a Temer ocorreu depois de um discurso que realizou num grande auditório cuja plateia era só de um terço inicialmente e, aos poucos, foi enchendo mais até chegar à praticamente metade. O principal dia do Brasil nos alpes suíços coincide com o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Porto Alegre.

Depois de dizer que o tema é normal, o presidente enfatizou que as instituições domésticas estão funcionando com "toda tranquilidade" e que há uma "separação absoluta" dos poderes. "Isso dá segurança jurídica para o investimento no País", afirmou.

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Temer também disse que levava mensagem de otimismo sobre o Brasil, porque as políticas empreendidas pelo governo atual têm dado resultados concretos, conforme ele. "Não fico apenas nas palavras", reforçou, citando ações no mercado de trabalho, reajuste do bolsa família, programa Progredir e financiamento estudantil, entre outros pontos.

O presidente foi também questionado sobre a área tecnológica. Ele admitiu que ainda falta muito para o País caminhar no setor e disse que a preocupação é atingir inovação tecnológica já obtida em outros países, mas citou que o governo "destina atenção" ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Temer comentou que o Brasil conta com um satélite geoestacionário que permite banda larga possa alcançar os "rincões mais distantes" do Brasil. "É do Amazonas ao Chuí", pontuou.

Ao final do discurso e da apresentação, Temer recebeu apenas aplausos mornos do público, formado em grande parte por autoridades, executivos e empresários domésticos.

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