Debate sobre oleotudo da Petrobras vira briga entre SP e Rio

O debate em torno da construção do oleoduto da Petrobras, ligando a Bacia de Campos (RJ) à refinaria de Paulínia (SP) acirrou os ânimos contra as supostas vantagens que o estado de São Paulo. "Lula é paulista, Dirceu é paulista, Dulci é paulista, e este governo favorece aquele estado", disse o deputado Noel de Carvalho (PMDB) na reunião na Assembléia Legislativa. Pelo menos outros três deputados também registraram queixa sobre o fato de a Petrobras estar beneficiando os paulistas. O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, apresentou números que apontam como o Rio foi "beneficiado" pelos investimentos da empresa em seus 50 anos, ao contrário do que afirma o governo estadual. Segundo Dutra, a decisão sobre a refinaria ocorrerá "no futuro", enquanto o plano do oleoduto tem que ser definido agora. "A construção do oleoduto não diminui a competitividade do estado do Rio em torno da disputa pela refinaria, que envolve outros 12 estados", afirmou. Ele frisou que a companhia tem 60% das ações na iniciativa privada e as decisões têm que ser pautadas por decisões estratégicas e econômicas. Para o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Estado do Rio, Wagner Victer, há pelo menos 12 pontos "contraditórios" e "prejudiciais ao estado do Rio". Entre eles, a questão ambiental, as desvantagens na arrecadação e as vantagens logísticas que são oferecidas a São Paulo com a construção do duto.

Agencia Estado,

10 Março 2004 | 15h38

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